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Altice Portugal aumenta receitas em 2020

As receitas da Altice Portugal atingiram os 2.121,2 milhões de euros em 2020, mais 0,5% que no ano anterior. O EBITDA também subiu em 0,2%.

Alexandre Fonseca, CEO da Meo, lançou novas críticas à Anacom.
Ricardo Ponte
Negócios 30 de Março de 2021 às 07:15
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A Altice Portugal aumentou as receitas em 0,5% no decurso de 2020, atingindo os 2.121,2 milhões de euros, anunciou a empresa em comunicado.

O EBITDA também registou uma subida, de 0,2%, para 833,6 milhões de euros, o que compara com os 832 milhões de euros no ano anterior.

O quarto trimestre foi o que teve melhor desempenho em 2020, com um crescimento nas receitas nesse período de 2,7% face ao ano anterior e de 3,2% face ao trimestre anterior. No quarto trimestre as receitas atingiram 558,3 milhões. A evolução ao longo dos trimestres foi de subida de 2,6% no primeiro, de descida de 4,2% no segundo, e de aumento de 0,9% no terceiro, para no quarto trimestre ter uma subida homóloga de 2,7%. 

A Altice Portugal assume um aumento na base de clientes e de serviços prestados, tendo conseguido, segundo o comunicado, 169,8 mil adições líquidas nos serviços fixos e de 196,5 mil nos pós-pagos móveis. Mas para a recuperação das receitas diz que contribuiu "o crescimento das vendas de equipamentos, principalmente telemóveis, o retorno da receita de conteúdos premium desportivos e o ligeiro aumento das receitas de 'roaming'".

Em 2020, o investimento da Altice em Portugal atingiu os 465,7 milhões de euros, tendo fechado o ano com 5,6 milhões de casas com fibra.

Alexandre Fonseca, presidente da Altice Portugal, citado em comunicado, realça que "o rigor financeiro, a capacidade de adaptação, a agilidade e resiliência permitiram manter o ritmo de crescimento ao longo de 2020", salientando que, no entanto, "para dar continuidade ao nosso compromisso com o país de ser o motor de bem-estar da sociedade, da transformação digital e do desenvolvimento da economia através da inovação, do investimento e do desenvolvimento tecnológico sustentável, precisamos de ir ainda mais longe".

O gestor aproveita para voltar a criticar a Anacom, falando do que considera ser o agudizar de "um contexto manifestamente difícil, diretamente relacionado com o ambiente regulatório adverso, hostil e imprevisível imposto pela Anacom, resultando em profundas alterações no mercado, causadas pelos benefícios injustificados aos novos entrantes e pelo desequilíbrio artificial de mercado daí resultante, com consequências imprevisíveis para o setor, para os clientes e para a economia em geral".

Para Alexandre Fonseca, "a destruição de valor que a atual postura regulatória está a gerar é de tremenda gravidade, pondo em causa não apenas a sustentabilidade do setor das comunicações e o investimento desta indústria no país, mas também colocando sérios riscos na capacidade de inovação, no emprego e no posicionamento de Portugal na Europa, numa área tão relevante para o futuro e competitividade da nossa economia", estando, acrescenta, "em causa a manutenção dos nossos compromissos com o país na inovação e investimento, os fundamentais investimentos no 5G, a melhoria da qualidade e alcance das nossas redes, ou ainda o âmbito dos serviços disponibilizados às famílias e empresas nacionais".

A Altice Portugal não revela mais dados financeiros referentes ao negócio nacional.
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