Telecomunicações Altice Portugal chama ex-líder da UGT para negociar com sindicatos

Altice Portugal chama ex-líder da UGT para negociar com sindicatos

A companhia convidou o ex-sindicalista para integrar o conselho consultivo. O presidente da Altice Portugal diz em entrevista ao Diário de Notícias que acredita num acordo com os sindicatos nas próximas semanas.
Altice Portugal chama ex-líder da UGT para negociar com sindicatos
Miguel Baltazar
Negócios 14 de março de 2018 às 09:44
O presidente-executivo da Altice Portugal, a dona da Meo, acredita que vai ser possível chegar a acordo com os sindicatos nas próximas semanas. Alexandre Fonseca também afasta mais despedimentos na operadora de telecomunicações.

"Neste momento esse é um tema que não está na nossa prioridade, na nossa lista de actividades. Não está nada previsto, portanto o nosso objetivo é criarmos estabilidade laboral e reforço aquilo que disse há pouco: contamos com todos os colaboradores que estejam produtivos e empenhados em colaborar de forma activa neste projecto ambicioso que temos de continuarmos a liderar o sector das telecomunicações e tecnologias da informação em Portugal", disse o gestor em entrevista esta quarta-feira, 14 de Março, ao Diário de Notícias/Dinheiro Vivo.

Sobre um acordo laboral com sindicatos, o gestor afirma ter a "profunda convicção de que nas próximas semanas teremos condições para começarmos a anunciar algumas medidas que revelam o acordo entre a empresa e as estruturas sindicais. Se é esta semana, na próxima ou na outra, estou preocupado que seja um acordo sólido, que tenha reflexo na vida profissional e pessoal dos colaboradores".

O líder da Altice Portugal revela ainda que a empresa convidou o antigo-secretário-geral da central sindical União Geral de Trabalhadores (UGT), João Proença, para negociar com os sindicatos da companhia através do conselho consultivo para as relações laborais

"Eu próprio tive a oportunidade de falar, e estamos em contacto neste momento, com o engenheiro João Proença, que é um dos convidados, e que teve já um conjunto de conversas connosco para que assuma uma participação activa e para ser um dos líderes deste conselho consultivo".

A empresa tem "vindo a desenvolver, com as estruturas dos trabalhadores, um mecanismo, que recentemente anunciámos, um conselho consultivo para as relações laborais, que eu diria que é único em Portugal, em organizações desta dimensão", acrescentou o responsável. 



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mais votado Anónimo 14.03.2018

Caro Jornal de Negócios, é um facto que a Altice em Poortugal, tal como outras organizações portuguesas, está de mãos e pernas atadas devido ao governo socialista, à constituição do PREC de 1976 e à legislação laboral. E isso tem feito e continuará a fazer toda a diferença pela negativa. "As empresas de telecomunicações, tal como outras companhias dos sectores tecnológicos, estão a reestruturar-se, eliminando postos de trabalho a favor da automação, e reposicionando-se em novos projectos" Fonte: “Telecommunications providers, like other tech companies, are undergoing restructuring, losing jobs to automation, and pivoting to new projects,” (Relatório da Challenger, Gray & Christmas de Março de 2017) https://www.challengergray.com/press/press-releases/2017-march-job-cut-report-cuts-rise-17-percent-telecom-retail

comentários mais recentes
Anónimo 14.03.2018

Em 2006 e no sector das telecomunicações, já se faziam despedimentos nas economias e sociedades mais avançadas, as que não perdem soberania, não vão à falência, não pedem resgates, não têm emigração forçada à saída da escola, não têm pobres full-time a ordenado mínimo, etc.: "The French telecoms operator seems to have set itself a superhuman task in ditching 17,000 jobs. It is also to cut E2bn from its other running costs. But in spreading the cuts over three years, it looks to have given itself a handy margin for error. Take the job cuts. At below 6,000 a year, they are less ambitious than Deutsche Telekom is attempting. What’s more, they represent half the number that FT managed in 2004, the last year for which full figures are available. In 2002, FT cut three times as many. And it still has stacks of dead wood to chop out" https://www.breakingviews.com/considered-view/france-telecoms-17000-job-cuts-look-modest/

Anónimo 14.03.2018

Caro Jornal de Negócios, é um facto que a Altice em Poortugal, tal como outras organizações portuguesas, está de mãos e pernas atadas devido ao governo socialista, à constituição do PREC de 1976 e à legislação laboral. E isso tem feito e continuará a fazer toda a diferença pela negativa. "As empresas de telecomunicações, tal como outras companhias dos sectores tecnológicos, estão a reestruturar-se, eliminando postos de trabalho a favor da automação, e reposicionando-se em novos projectos" Fonte: “Telecommunications providers, like other tech companies, are undergoing restructuring, losing jobs to automation, and pivoting to new projects,” (Relatório da Challenger, Gray & Christmas de Março de 2017) https://www.challengergray.com/press/press-releases/2017-march-job-cut-report-cuts-rise-17-percent-telecom-retail

PERTINAZ 14.03.2018

CADA VEZ QUE VEJO ESTE XEO DE CRUZ AO PEITO LEMBRO-ME DO ZÉZÉ CAMARINHA...

fcj 14.03.2018

Altice escolheu muito bem. Quem maior experiência que o lacaio Proença possui para representar a entidade patronal junto dos trabalhadores? Nem mesmo o Ferraz da Costa!!!

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