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Apritel admite risco de apagão nas telecomunicações em Portugal

Associação dos Operadores de Comunicações Eletrónicas assume que eventuais situações de cortes prolongados de energia podem levar a alguma afetação das redes de comunicações. Situação já preocupa setor na Europa.

O leilão do 5G terminou a 27 de outubro. As primeiras licenças de direitos de utilização de frequência foram atribuídas a 26 de novembro.
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Sílvia Abreu silviaabreu@negocios.pt 30 de Setembro de 2022 às 14:22
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As operadoras em Portugal admitem que há risco de apagão nas telecomunicações em caso de corte prolongado no fornecimento de energia. A posição foi transmitida esta sexta-feira pela Associação dos Operadores de Comunicações Eletrónicas (APRITEL) ao Negócios, na sequência da notícia divulgada esta quinta-feira pela Reuters.

"As principais infraestruturas de comunicações eletrónicas do país têm autonomia energética, suportada em sistemas de socorro adequados. Naturalmente, perante eventuais situações de cortes prolongados de energia não pode ser excluída a possibilidade de haver alguma afetação das redes de comunicações", afirma a associação. 

A Apritel junta-se assim ao setor na Europa, que, segundo divulgou esta quinta-feira a Reuters, teme essa possibilidade.

Segundo a agência de notícias, França, Suécia e Alemanha estão já a tentar garantir que as comunicações podem continuar em caso de um corte de energia. No caso de França, por exemplo, um plano apresentado pela distribuidora de eletricidade Enedis, já prevê potenciais cortes de energia de até duas horas, sendo que em caso de apagão os serviços essenciais, como hospitalares e governamentais, não seriam afetados. Contudo, a Federação Francesa de Telecomunicações afirma que a Enedis não consegue isentar as antenas dos cortes de energia.

A APRITEL salienta que "quaisquer cortes programados não poderão deixar de preservar o funcionamento das redes de comunicações, a par de outros serviços e infraestruturas críticas".


A crise energética, que se impôs quando a Rússia decidiu suspender o fornecimento de gás à Europa - que tinha uma forte dependência da matéria-prima vinda de Moscovo -, como forma de retaliação às sanções impostas pela União Europeia, na sequência da guerra na Ucrânia, tem levado os governos a adotar medidas para conter o uso de energia.

Ainda esta sexta-feira, os ministros europeus da Energia chegaram a um acordo político sobre medidas para mitigar os elevados preços da eletricidade. Medidas essas que passam por uma redução obrigatória do consumo de eletricidade,

A meta da UE é alcançar uma redução global voluntária de 10% do consumo bruto de eletricidade e uma meta de redução obrigatória de 5% do consumo de eletricidade nos horários de pico.
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