Falhas de comunicações deverão ser resolvidas "nos próximos dias", diz presidente da Anacom
Saandra Maximiano, presidente da Autoridade Nacional de Comunicações, diz que as pessoas afetadas pelos problemas nas ligações móveis e fixas serão certamente mais de 100.000, entre as várias operadoras, mas espera que a situação seja regularizada em breve.
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Serão “certamente mais de 100.000 pessoas” afetadas pelas falhas de comunicações decorrentes da depressão Kristi, situação que estará resolvida “nos próximos dias”, prevê a presidente da Anacom, em entrevista ao Now. “A situação é complexa”, assinala, e a resolução “depende das avarias específicas”. No final da semana, a responsável espera que apenas problemas "residuais" estejam por resolver.
A responsável assinala que, mesmo com a reposição da energia elétrica, há comunicações que “não funcionam por outras situações”, como o derrube de cabos de fibra ótica devido à queda de árvores. A este respeito, assinala que a zona do litoral centro, foi a mais afetada.
Sandra Maximiano refere que numa situação destas, em que há antenas em torres e no cimo de prédios “não havia muito a fazer”, devido à intensidade do vento. “Não há uma fórmula mágica”. Recorda que mesmo as comunicações por satélite estão a ser afetadas, devido aos danos nas infraestruturas terrestres, embora a fibra ótica subterrânea possa ajudar.
A responsável assinala que as operadoras já têm operacionais no terreno e estão a procurar resolver as situações através de estações móveis, como a que foi enviada para o hospital de Leiria, embora tenha de haver prioridades. “Não vai chegar para todas as situações.” Também refere que as forças de segurança e socorro têm comunicações rádio ao seu dispor.
A presidente da Anacom só recorda uma situação similar: a do furacão Leslie, em 2018, mas não desta dimensão. Aconselha “mais resiliência” e “pensamento de crise” para este tipo de situações, “cada vez mais recorrentes”, e “mais literacia para que a população esteja preparada”.
E volta a recordar um meio de comunicação que também foi decisivo no dia do apagão: o rádio. “Neste caso em que existe uma grande dependência energética o mais básico é a comunicação por via rádio. Será a mais resistente nestas situações.”
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