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“CP vai dar lucro não de três ou quatro milhões, vai dar mais”, diz Pinto Luz

Ministro apelidou de “atoardas” as alegações de, no âmbito do lançamento de subconcessões de quatro linhas urbanas da CP, ter contratado a Deloitte para adjudicar esses contratos a franceses, espanhóis ou ingleses.

11:32

O ministro das Infraestruturas e da Habitação garantiu esta quarta-feira no Parlamento que “a CP vai dar lucro”. “Não vai dar um, nem dois, nem três, nem quatro milhões de euros de lucro. Vai dar mais”, disse Miguel Pinto Luz, criticando deputados socialistas pelos “sucessivos vídeos” nas redes sociais onde “a CP quase que é destratada no espaço público, porque dizem que a CP não vai dar lucro com um tom irónico e jocoso”.

Comigo não se ataca a CP, defende-se a CP”, afirmou o governante que, entre outros exemplos, falou nas “contas certas” da empresa pública. “A CP hoje ganha prémios, a CP hoje está robusta, a CP hoje está a oferecer serviço como nunca ofereceu”, disse.

Miguel Pinto Luz respondeu ainda a alegações de deputados do PS sobre a contratação da Deloitte e a intenção de adjudicar as subconcessões de serviços urbanos da CP a franceses, espanhóis ou ingleses, chamando “atoardas" a esses comentários.

“Não lhe admito que faça aqui juízo de valor e que vou entregar a A ou B. É a minha seriedade, é a minha honra que está em causa e aquilo que está a invocar, que eu dei ordens para contratar a Deloitte para adjudicar a este ou àquele, não é aqui que vai responder”, disse.

Recorde-se que o Governo português mandatou a CP para, no prazo de 90 dias, apresentar soluções técnico-jurídicas, financeiras e temporais para a subconcessão de quatro linhas linhas suburbanas da CP — Cascais, Sintra/Azambuja, Sado e Porto —, estando a primeira decisão prevista para o primeiro semestre de 2026.

Pinto Luz salientou ainda as diferenças destes subconcessões com a concessão da Fertagus, assegurando que estas subconcessões "vão operar sob a marca CP, sob a alçada da administração da CP, sempre sob a gestão da CP". "É para a CP poder redicionar a sua atenção para linhas que estavam mais esquecidas’’, disse, assegurando que a empresa pública "está salvagurdada dentro deste modelo".

"A seu tempo o Governo vai apresentar o seu modelo", frisou.

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