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Portugal volta a emitir mais dívida que o previsto. Juro sobe a seis e 12 meses

A agência que gere a dívida pública realizou um leilão duplo, a seis e 12 meses, em que os investidores se ofereceram para comprar o dobro do montante pretendido. A guerra no Médio Oriente aumentou o custo dos títulos.

Pedro Cabeços é o presidente do IGCP, a agência que gere a dívida pública.
Pedro Cabeços é o presidente do IGCP, a agência que gere a dívida pública. João Cortesão / Medialivre
11:26

Pela este ano, Portugal voltou a emitir mais dívida do que o previsto numa emissão de bilhetes do Tesouro (BT), que se realizou esta quarta-feira. No total foram angariados 2,11 mil milhões de euros, de acordo com os dados da operação avançados pela Bloomberg. O montante fica acima do valor , o que poderá indicar que a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP aproveitou a forte procura ou uma taxa de juro vantajosa para angariar mais capital.

Foi a linha que vence em março de 2027, ou seja, a um ano, que captou mais dinheiro. Foram 1,42 mil milhões de euros, com um juro de 2,307%  e a procura superou a oferta em 1,57 vezes. Na última , em meados de janeiro, Portugal colocou 1,25 mil milhões de euros. A "yield" fixou-se em 2,026% e a procura foi 2,33 vezes superior à oferta.

Já nas obrigações que vencem dentro de seis meses, em setembro, Portugal angariou 690 milhões de euros, com uma taxa de juro de 2,141% e a procura superou a oferta em 2,81 vezes. Esta é a primeira emissão com esta maturidade este ano.

"Este resultado surge num contexto de incerteza política e geopolítica. O agravamento do conflito no Irão tem contribuído para a subida dos preços do petróleo, levando à revisão em alta das perspetivas de inflação. Este enquadramento poderá obrigar os bancos centrais a manter uma postura mais restritiva, ou até a voltar a subir as taxas de juro ao longo do ano", explica Filipe Silva, diretor de investimentos do Banco Carregosa.

"Em consequência, as 'yields' da dívida soberana e da dívida empresarial têm vindo a subir, tanto nos prazos curtos como nos longos, devendo continuar a ajustar-se em função da evolução do conflito e das perspetivas futuras para a inflação", explica. Esta quarta-feira os juros da seguem a aliviar, exceto nas maturidades mais curtas. No vencimento a dez anos, de referência, aliviam 2,3 pontos-base para 3,293%. A seis meses ronda os 2,017%, um máximo do ano, e a 12 meses fixa-se nos 2,271%.

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