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Highline vence leilão de torres da Oi. Negócio pode ir até aos 1.697 milhões de reais

Negócio em causa envolve a compra de oito mil torres de infraestrutura fixa da brasileira por parte da NK 108, afiliada da Highline do Brasil II Infraestrutura de Telecomunicações.

Operadora brasileira Oi, participada da Pharol, entrou em processo de recuperação judicial em meados de 2016. Já passaram cinco anos.
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Sílvia Abreu silviaabreu@negocios.pt 23 de Agosto de 2022 às 14:25

A operadora Oi, onde a portuguesa Pharol detém uma participação de 4,66%, informou esta terça-feira que a proposta da NK 108, afiliada da Highline do Brasil II Infraestrutura de Telecomunicações, foi a única válida no processo de aquisição da SPE Torres 2, que contempla a venda de oito mil torres de infraestrutura fixa da brasileira. O leilão decorreu na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

"Em razão da ausência de apresentação de outras propostas para aquisição da SPE Torres 2, a Proposta Vinculante foi ratificada pela NK 108 durante a audiência e o Juízo da Recuperação Judicial declarou a NK 108 como vencedora do procedimento competitivo de alienação da SPE Torres 2, após as manifestações favoráveis do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e do Administrador Judicial, tudo na forma e de acordo com os termos e condições previstos no Edital", pode ler-se numa nota da Oi enviada pela Pharol à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A aquisição foi fechada por um valor até 1.697 milhões de reais (332,49 milhões de euros), que serão pagos em dinheiro.

Do montante total, especifica a nota à CMVM, até 1.088 milhões de reais serão pagos "na data do fecho de operação" e até 609 milhões de reais até 2026, sendo que este valor depende da "quantidade futura de Itens de Infraestrutura a serem utilizados (Proposta Vinculante), os quais serão refletidos no Contrato de Compra e Venda da SPE Torres 2 a ser negociado".

A brasileira diz que será agora celebrado com a NK 108 o respetivo contrato de compra e venda de ações, ficando efetiva a conclusão da transferência das ações representativas do capital social da SPE Torres sujeita ao cumprimento das condições previstas em tal contrato, entre as quais, "as aprovações da compra e venda das ações pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE e pela Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL".

Em declarações ao meio de comunicação brasileiro Broadcast, a Oi destacou que a venda deste lote é um dos últimos eventos previstos até ao fim do processo da sua recuperação judicial, iniciada em 2016. A conclusão da venda das SPE Torres, garantiu a operadora, permitirá injetar novos recursos na empresa e contempla a flexibilidade quanto à utilização e obrigações futuras das torres vendidas, tendo em conta a necessidade operacional da Oi.

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