Pinto Luz: “Quatro projetos rodoviários prioritários já estão em obra e seis a concurso”
O ministro das Infraestruturas e da Habitação disse esta quarta-feira no Parlamento que da lista dos 31 projetos rodoviários prioritários definidos no ano passado “neste momento quatro projetos estão em fase de obra, seis em fase de concurso de empreitada, dez em fase de estudo de execução e entre este mês e o próximo lançaremos o estudo para mais 15”.
Miguel Pinto Luz salientou tratarem-se de “obras há muito reivindicadas, com uma forte componente de coesão territorial e que estão a avançar conforme nos tínhamos comprometido”.
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O governante começou a sua intervenção por falar nos impactos das tempestades, o seu grau de destruição e os trabalhos de recuperação, já executados e em curso, para reafirmar que houve mais de 336 cortes em estradas nacionais e que “hoje mais de 90% dos cortes foram resolvidos”.
No entanto, salientou que “alguns dos cortes ainda em vigor serão bastante demorados”, já que se tratam de ”obras de engenharia altamente complexas, em certos casos os deslocamentos de terra foram tais que podem impedir que a estrada seja reconstruída na mesma localização”. Obrigam, disse, “a projetos de execução, ao lançamento de empreitadas, a sondagens e outros estudos do terreno”.
Segundo disse, a Infraestruturas de Portugal já foi mandatada por despacho para listar todas as ocorrências quer em ferrovia, quer em rodovia, defina critérios de priorização e proceda à monitorização das intervenções.
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Entre as obras mais complexas referiu a EN 232, em Manteigas, assim como a Linha da Beira Baixa, em que a reparação “só poderá ser efetuada através da linha, dificultando em muito as operações e cuja interrupção durará cerca de seis meses”.
Pinto Luz disse ainda que foram já disponibilizados pela CP serviços alternativos, operados por autocarro mas, admitiu, “há uma quebra real da qualidade do serviço prestado àquelas populações e que se prolongará por um período de tempo que é longo”.
Também na Linha do Oeste, frisou que "os danos foram imensos, atrasando ainda mais uma obra já por si muito atrasada, embora já tenhamos conseguido reabrir o troço Caldas-Louriçal, bastante antes da data inicialmente prevista, abril”.
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Em termos de portos, referiu ainda, "a situação mais complexa é a do quebra-mar exterior do porto de Leixões, em que a obra de recuperação será de cerca de 30 milhões de euros".
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