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Air France-KLM garante resgate estatal de 3,4 mil milhões dos Países Baixos

A companhia aérea franco-holandesa garantiu mais 3,4 mil milhões de euros em apoio estatal holandês, depois de o Governo francês já ter garantido também 7 mil milhões.

Bloomberg
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 26 de Junho de 2020 às 11:20
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A transportadora aérea Air France-KLM vai receber um pacote de resgate de 3,4 mil milhões de euros do estado holandês, depois de várias semanas de discussões sobre a quantia que a companhia necessitava para responder à atual crise pandémica, anunciou o governo nesta sexta-feira. Em Paris, as ações da Air France KLM subiram 6,3% após o anúncio do apoio, que este ano conta com uma desvalorização em bolsa de 56%.  

O apoio estatal à empresa, dividida entre França e Países Baixos, será partido em dois. Primeiro, a KLM vai receber 2,4 mil milhões de euros através financiamento com garantia do Estado e mil milhões de euros em empréstimos diretos do governo, de acordo com o ministro das Finanças dos Países Baixos, Wopke Hoekstra. 

Este pacote de ajuda à segunda maior empresa do setor na Europa surge no seguimento de outros apoios dados por vários governos a outras transportadoras aéreas. A Air France, sozinha, recebeu 7 mil milhões do Estado francês o que significa que, no total, a Air France-KLM receberá mais de 10 mil milhões de euros do Estado francês e holandês que detêm, cada um, 14% da empresa. 

Ontem, também os acionistas da alemã Lufthansa votaram favoravelmente ao plano do governo alemão de 9 mil milhões de euros para resgatar a companhia. 

"O pacote de financiamento é necessário para assegurar a longa e difícil estrada de recuperação", diz o diretor executivo da KLM, Pieter Elbers, num comunicado, acrescentando que a empresa está a trabalhar na reestruturação da rede das suas rotas. 

Contudo, o apoio do Estado holandês tem várias contrapartidas, como a redução do número de voos noturnos em cerca de 20% para reduzir o barulho para os residentes que vivem perto do aeroporto Schiphol, em Amesterdão, de forma a incentivar as viagens de comboio. Para além disso, o governo impôs um corte de 50% das emissões de CO2 até 2030. 

A KLM deve também parar o pagamento de dividendos, numa altura em que os cortes de empregos são inevitáveis, como parte do plano de reestruturação da empresa, que aponta também para reduções salariais, de acordo com o ministro das Finanças do país. 
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