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Plano de resgate da Lufthansa de 9 mil milhões aprovado em assembleia-geral

Os acionistas deram "luz verde" ao pacote de ajuda financeira desenhado pelo governo alemão para a companhia aérea. Hoje, também Bruxelas tinha aprovado o plano estatal.

O conselho de supervisão da Lufthansa já aprovou o pacote de resgate apresentado pelo Governo alemão. Falta a aprovação dos acionistas.
Fabrizio Bensch/Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 25 de Junho de 2020 às 17:23
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Os acionistas votaram favoravelmente ao plano do governo alemão de 9 mil milhões de euros para resgatar a companhia aérea germânica Lufthansa, num dia em que a Comissão Europeia (CE) tinha também dado o seu aval à ajuda estatal, que assegura a sobrevivência da maior transportadora da Europa.  

Esta decisão vai em linha com os comentários do maior acionista, que ontem já tinha dito que iria aprovar o pacote.
Heinz Hermann Thiele, multimilionário alemão com uma participação de 15,52%, e que, desde o início, manifestou oposição ao pacote de resgate da companhia aérea, acabou por aceitá-lo.

 

"Votarei a favor da resolução proposta", disse Thiele ao Frankfurter Allgemeine Zeitung, numa entrevista publicada esta quarta-feira no website do jornal, refere a Bloomberg.


Na assembleia-geral extraordinária de hoje o apoio foi aprovado com mais de dois terços dos acionistas a dar o "OK", segundo Karl-Ludwig Kley, o presidente executivo da empresa, após várias semanas de negociações e algum drama sobre a entrada estatal na empresa.

Agora, o governo da Chanceler alemã Angela Merkel garante uma participação de 20% no capital da companhia aérea, para já, uma vez que poderá ascender a 25%.

Assim, 
o Estado torna-se no principal acionista da Lufthansa, mas o Governo já garantiu que não pretende interferir na gestão da empresa, tendo como objetivo vender esta participação até 2023.

Esta injeção de capital vai permitir à empresa, que inclui a Brussels Airlines, a Swiss e a Austrian Airlines, preservar os mais de 135 mil postos de trabalho. Para lá da aquisição desta participação, o Estado vai injetar outros 5,7 mil milhões de euros em capital sem direitos de voto, totalizando os tais 9 mil milhões de euros.


A outra contrapartida exigida por Bruxelas nas negociações com a Alemanha, diz respeito à concorrência. Margrethe Vestager, responsável pela pasta da Concorrência, relembrou ainda que, em troca destes auxílios, a Lufthansa se tinha comprometido a ceder 24 "slots" diários, nos aeroportos de Frankfurt e de Munique, a outras companhias aéreas que ainda não tenham presença nestes locais, o que exclui companhias como a Air France KLM ou a Ryanair. 


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