Europa recupera e volta a aproximar-se de máximos históricos. Juventus dispara 18%
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.
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Europa recupera e volta a aproximar-se de máximos históricos. Juventus dispara 18%
As principais praças europeias terminaram a primeira sessão da semana em território positivo, num dia marcado pela retoma do apetite de risco por parte dos investidores, depois de, na sexta-feira, a negociação ter sido marcada por um "sell-off" no setor tecnológico. Os mercados preparam-se assim para a última semana completa de negociação deste ano, que estará repleta de dados económicos importantes e decisões de política monetária - incluindo a do Banco Central Europeu.
O Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, avançou 0,74% para 582,54 pontos, ficando a poucos pontos de um novo máximo histórico. O setor bancário foi o grande impulsionador do principal índice da região, num dia em que as tecnológicas recuperaram e o setor automóvel e o do imobiliário tropeçaram.
Os investidores encontram-se ainda a reagir aos novos desenvolvimentos nas conversações entre Ucrânia e Rússia, mediadas pelos EUA. A delegação ucraniana e a norte-americana estão reunidas, esta segunda-feira, em Berlim e, no fim de semana, Volodymyr Zelensky admitiu mesmo abrir mão de uma adesão à NATO para tentar um acordo de paz.
"Embora um acordo esteja longe de ser certo, a recente queda nos preços do gás na Europa parece indicar que o mercado espera uma solução mais cedo do que tarde", explica Stephan Kemper, estratega-chefe de investimentos da BNP Paribas Wealth Management, à Bloomberg. Custos mais baixos de energia dariam apoio às ações europeias, uma vez que a "energia continua a ser um custo importante para a base industrial da Europa", acrescenta.
Entre as principais movimentações de mercado, a Argenx caiu 3,93% para 723,60 euros, depois de a farmacêutica ter revelado que vai interromper os testes de um medicamento para uma doença nos olhos. Já a Schneider Electric avançou 3,10% para 242,70 euros, após uma série de casas de investimento terem revisto em alta a recomendação da empresa.
Ainda em destaque estiveram as ações da Juventus, que dispararam 18,51% para 2,60 euros, depois de a família Agnelli, que detém 65,4% do clube de futebol, ter rejeitado uma oferta de 1,1 mil milhões de euros da empresa de criptomoedas Tether pela sua participação. Numa reunião realizada no sábado, o conselho de administração da Exor (empresa que gere o portefólio da família) rejeitou unanimemente a proposta da Tether e sinalizou que a participação no clube de futebol não está à venda.
Quanto aos resultados por praça, o alemão DAX subiu 0,18%, o espanhol IBEX 35 ganhou 1,11%, o italiano FTSEMIB valorizou 1,39%, o francês CAC-40 avançou 0,70%, o britânico FTSE 100 cresceu 1,06% e o neerlandês AEX somou 0,66%.
Juros da dívida soberana da Zona Euro aliviam
Os juros das dívidas soberanas dos países da Zona Euro registaram alívios esta segunda-feira, num dia também marcado pela subida das bolsas europeias.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviaram 0,4 pontos-base para 2,851%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade caiu 1,2 pontos para 3,563%. Já em Itália, os juros recuaram 1,5 pontos para os 3,530%.
Pela Península Ibéria, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a recuar 0,6 pontos-base para 3,157% e as espanholas a caírem 0,7 pontos para 3,297%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, aliviaram 2,1 pontos-base, para 4,494% em semana de decisão de política monetária do Banco de Inglaterra e na véspera da divulgação de dados sobre o mercado laboral nacional.
Dólar em queda em semana recheada de decisões de política monetária
O dólar arrancou a semana com perdas face aos seus principais oponentes, numa altura em que os investidores se preparam para uma série de decisões de bancos centrais por todo o mundo e antecipam vários dados económicos nos EUA - que vão permitir ter novas pistas sobre o futuro da politica monetária norte-americana.
A esta hora, o euro avança 0,18% para 1,1761 dólares, enquanto a "nota verde" recua 0,35% para 155,26 ienes e a libra acelera 0,11% para 1,3386 dólares.
Os investidores estão a antecipar que o Banco do Japão volte a aumentar as taxas de juro na reunião de sexta-feira, depois de onze meses sem mexer na política monetária, dando força ao iene. "O 'guidance' será fundamental para a direção no curto prazo e um relatório recente sugere que poderá haver menos ênfase na estimativa do banco para a taxa neutra", explicam os economistas do Goldman Sachs, numa nota a que a Reuters teve acesso.
Já do lado do Reino Unido, espera-se a trajetória contrária. O Banco de Inglaterra deve avançar com uma flexibilização da política monetária em 25 pontos base, numa altura em que a inflação britânica continua acima da marca dos 2%, mas a economia dá sinais de enfraquecimento. Entre agosto e outubro, o PIB do país caiu em 0,1% - contra as expectativas de estagnação.
Na Zona Euro, o Banco Central Europeu (BCE) não deve mexer nos juros pela quarta reunião consecutiva, apesar de se esperar um aumento no final do próximo ano - uma possibilidade introduzida na semana passada por Isabel Schnabel, membro da Comissão Executiva do banco central.
Ouro reduz ganhos após aproximar-se de máximos de sete semanas
O ouro está a negociar em alta esta segunda-feira, tendo chegado a aproximar-se de máximos de sete semanas, impulsionado por um dólar enfraquecido, numa altura em que os mercados esperam pelos dados da criação do emprego de outubro e novembro para avaliarem até onde a Reserva Federal (Fed) pode ir no próximo ano.
A esta hora, o metal precioso avança 0,37% para 4.315,60 dólares por onça, depois de ter chegado a valorizar mais de 1% durante a manhã. Por sua vez, a prata ganha 2,35% para 63,32 dólares por onça, após ter atingido um novo máximo histórico na sexta-feira, aproximando-se da marca dos 65 dólares.
Só este ano, a prata já valorizou mais de 120% - o dobro dos grandes ganhos do ouro, que, até agora, cresceu mais de 60% em 2025. "A prata está na liderança quando se trata de metais preciosos. No final do ano, estaremos a negociar acima dos 65 dólares e eu consigo imaginar os 70 dólares no início do primeiro trimestre do próximo ano", antecipa Bob Haberkorn, analista de mercados da RJO Futures, à Reuters.
Os dois metais preciosos estão a ser impulsionados por uma queda no dólar, provocada, em grande parte, pelas perspetivas de flexibilização monetária em 2026. Na semana passada, a Fed decidiu cortar as taxas de juro em 25 pontos base, com os mercados a anteciparem, pelo menos, mais dois cortes no próximo ano - algo que só vai acontecer com o apoio de novos dados, que têm sido sucessivamente adiados devido aos impactos do "shutdown" mais longo da história do país.
"Neste momento, os mercados estão a antecipar-se à Reserva Federal, esperando que os dados sejam um pouco melhores (do que o esperado) e que a Fed esteja mais inclinada a continuar a reduzir as taxas", explicou ainda Haberkorn. Por agora, antes dos dados da criação de emprego desta terça-feira, os investidores veem uma probabilidade de 73% do banco central avançar com um alívio em janeiro.
Petróleo em queda apesar de aumento das tensões entre Venezuela e EUA
O barril de petróleo está a negociar em território negativo esta segunda-feira, depois de já ter registado quedas avultadas, numa altura em que os investidores estão a tentar equilibrar as perspetivas de um grande excedente no mercado no próximo ano com possíveis disrupções no abastecimento provocadas pela escalada de tensões entre EUA e Venezuela.
A esta hora, o WTI - de referência para os EUA – perde 0,99%, para os 56,87 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 0,79% para os 60,44 dólares por barril. Ambos os “benchmarks” perderam mais de 4% no conjunto da semana passada, pressionados ainda pelo impacto das negociações entre Ucrânia e Rússia para acabar com um conflito que está prestes a entrar no seu quarto ano.
"A queda nos preços do petróleo e os mínimos mensais atingidos nos futuros na semana passada poderiam ter resultado em preços ainda mais negativos, não fosse o aumento da pressão dos Estados Unidos em relação à Venezuela", explica John Evans, analista da PVM, à Reuters. Na semana passada, Washigton apreendeu um petroleiro venezuelano e impôs novas sanções ao crude do país - o que levou a uma queda acentuada das exportações da matéria-prima por parte da nação da América Latina.
Já esta segunda-feira, a petrolífera estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) afirmou ter sido alvo de um "ciberataque com o objetivo de paralisar as suas operações", alegando tratar-se de uma estratégia dos EUA para assumir o controlo do petróleo venezuelano. No entanto, a empresa garante que as áreas operacionais não foram afetadas, tendo o ataque ficado limitado ao sistema administrativo.
Noutro ponto de tensão geopolítica, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, admitiu este domingo abrir mão da adesão à NATO em troca de garantias de segurança dos EUA e Europa, de forma a conseguir acabar o conflito com a Rússia. O líder da Ucrânia está reunido com altos representantes norte-americanos em Berlim e, apesar de não terem sido revelados grandes detalhes, o enviado de Washington Steve Witkoff afirmou que existiram "muito progressos".
Apesar das negociações continuarem a toda a força, a União Europeia decidiu sancionar cinco empresários e quatro organizações por alegadamente facilitarem as operações da chamada "frota-fantasma" russa, utilizada por Moscovo para contornar as medidas sancionatórias ocidentais contra as vendas de petróleo.
Recuperação nas tecnológicas deixa Wall Street no verde. Tesla dispara 4%
Os principais índices norte-americanos arrancaram a última semana completa de negociação do ano em território positivo, com o setor tecnológico em modo de recuperação das quedas das duas sessões anteriores. Depois de a Reserva Federal (Fed) ter decidido cortar as taxas de juro na última reunião, os investidores preparam-se agora para uma semana repleta de dados económicos, que vão permitir avaliar os próximos passos do banco central.
O S&P 500 arrancou a negociação a valorizar 0,34% para 6.850,82 pontos, enquanto o industrial Dow Jones sobe 0,39% para 48.647,71 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite acelera 0,32% para 23.268,37 pontos. Tanto este último índice como o "benchmark" norte-americano encerraram a sessão de sexta-feira com perdas superiores a 1%, pressionados por duas grandes empresas do setor tecnológico - a Oracle e a Broadcom -, cujos resultados trimestrais e perspetivas para o próximo ano voltaram a reanimar os receios com uma possível bolha na inteligência artificial (IA).
Mesmo com a inflação a manter-se acima da meta de 2% da Fed, os mercados continuam a antecipar, pelo menos, dois cortes nas taxas de juro em 2026. O número pode vir a aumentar caso Donald Trump, Presidente dos EUA, nomeie Kevin Hassett para a liderança do banco central - conhecido por, tal como o republicano, apoiar uma maior flexibilização monetária. De acordo com o Wall Street Journal, a corrida à presidência da Fed está entre Hasset e Kevin Warsh, antigo governador do banco central.
Com a política monetária em foco, os investidores vão estar atentos a novos dados que vão permitir "medir o pulso" à economia norte-americana. Na terça-feira, vão ser conhecidos os dados da criação de emprego referentes a outubro e novembro e, mais tarde na semana, vão ainda ser divulgados relatórios da atividade económica e inflação.
"Os números do mercado de trabalho serão acompanhados com especial atenção. Um mercado de trabalho mais fraco e uma inflação moderada podem incentivar os mercados a antecipar quando esperam um novo corte nas taxas de juro", explica Daniela Hathorn, analista de mercado sénior da Capital.com, à Reuters.
Entre as principais movimentações de mercado, a Oracle continua em queda (-2,80%), depois de ter perdido quase 16% do seu valor em bolsa nas últimas sessões. Já a Broadcom segue a mesma tendência, caíndo 1,21%, após ter desvalorizado mais de 11% só na sexta-feira, pressionada pelos comentários do seu CEO, Hock Tan, que revelou que a carteira de encomendas de produtos de IA para os próximos seis trimestres está nos 73 mil milhões de dólares - um número que desapontou os investidores.
Por sua vez, a ServiceNow afunda quase 8% depois de ter sido noticiado que a empresa de cibersegurança estará em conversações para comprar a startup Armis. Já a Tesla avança mais de 4%, após ter sido revelado que o conselho de administração da cotada recebeu mais de três mil milhões de dólares em prémios em ações - um valor que facilmente excede o valor recebido noutras tecnológicas.
Euribor desce a três e seis meses e sobe a 12 meses para novo máximo desde abril
A taxa Euribor desceu esta segunda-feira a três e a seis meses e subiu a 12 meses para um novo máximo desde 4 de abril.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que recuou para 2,072%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,168%) e a 12 meses (2,310%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou, ao ser fixada em 2,168%, menos 0,002 pontos do que na sexta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a outubro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,5% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,75% e 25,25%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu para 2,310%, mais 0,016 pontos do que na sexta-feira e um novo máximo desde 04 de abril.
A Euribor a três meses cedeu, para 2,072%, menos 0,010 pontos do que na sexta-feira.
Em relação à média mensal da Euribor em novembro esta subiu de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada do que no mês anterior e nos prazos mais longos.
A média da Euribor em novembro subiu 0,008 pontos para 2,042% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a Euribor avançou 0,0024 pontos para 2,131% e 0,030 pontos para 2,217%.
Esta semana realiza-se a próxima reunião de política monetária do BCE na quarta e na quinta-feira em Frankfurt.
Em 30 de outubro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, pela terceira reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.
A presidente do BCE, Christine Lagarde, considerou no final da reunião de 30 de outubro, em Florença, que a entidade se encontra "em boa posição" do ponto de vista da política monetária, mas sublinhou que não é um lugar fixo.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Europa pinta-se de verde com Stoxx 600 a aproximar-se novamente de máximos
Os principais índices europeus negoceiam com valorizações em toda a linha no arranque da semana, com os investidores a mostrarem um maior apetite pelo risco após a queda de sexta-feira agravada pelas perdas de cotadas do setor tecnológico.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – soma 0,63%, para os 581,91 pontos.
O índice de referência do Velho Continente está agora a aproximar-se novamente do seu último recorde atingido em novembro, após o nervosismo em relação à inteligência artificial e às avaliações das empresas de tecnologia terem provocado um “sell-off” em Wall Street que se estendeu a nível global.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX sobe 0,28%, o espanhol IBEX 35 ganha 0,93%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,95%, o francês CAC-40 avança 0,90%, o britânico FTSE 100 cresce 0,66% e o neerlandês AEX soma 0,65%.
Neste momento, os setores da banca (+1,08%), dos recursos naturais (+1,11%) e dos bens domésticos (+1,25%) registam as maiores valorizações. Por outro lado, o único setor a perder terreno é o da saúde (-0,14%), pressionado pela queda de mais de 2,50% da Sanofi, depois de a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) ter adiado a divulgação dos resultados da sua análise sobre o medicamento para esclerose múltipla da farmacêutica francesa.
Entre outros movimentos do mercado, as ações da Juventus disparam mais de 12% esta manhã, depois de a empresa Exor NV, da família italiana Agnelli (uma das mais ricas do país transalpino), dona de 65,4% do clube de futebol Juventus, ter recusado uma oferta de 1,1 mil milhões de euros da empresa de criptomoedas Tether pelo clube de futebol. A par disso, ações com maior exposição à China estão em destaque depois de dados terem revelado que as vendas a retalho no país cresceram ao ritmo mais fraco desde a Covid entre outubro e dezembro.
Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro registam alívios em toda a linha esta manhã, num dia em que os principais índices bolsistas da região ganham terreno.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviam 1,5 pontos-base para 2,840%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cai 2,7 pontos para 3,548%. Já em Itália, os juros recuam 3,2 pontos para os 3,514%.
Pela Península Ibéria, regista-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a recuar 2,6 pontos-base para 3,138% e as espanholas a caírem 2,4 pontos para 3,279%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, aliviam 2,7 pontos-base, para 4,488% em semana de decisão de política monetária do Banco de Inglaterra.
Ações da Juventus disparam 12%
A Exor, empresa da família Agnelli e que detém 64,5% da Juventus, rejeitou durante o fim de semana uma proposta da empresa de criptomoedas Tether para vender o clube de futebol.
A proposta, avaliada em mais de mil milhões de euros, daria à Tether uma posição de quase 75% no clube de futebol. Leia a notícia completa aqui.
Iene valoriza com esperada subida dos juros em semana de decisões de bancos centrais
O iene está a ganhar terreno nesta segunda-feira, no início de uma semana movimentada no que toca a decisões de política monetária por parte dos bancos centrais do Japão, Reino Unido e Banco Central Europeu (BCE), com dados importantes dos EUA a centrarem igualmente a atenção dos investidores.
O dólar segue a desvalorizar 0,42%, para os 155,150 ienes, depois de o Banco do Japão (BoJ) ter reportado que a maioria das empresas japonesas espera aumentar os salários no ano fiscal de 2026. A par disso, um importante relatório empresarial mostrou que o sentimento das grandes fabricantes japonesas atingiu o nível mais alto em quatro anos nos três meses até dezembro.
“Os dados reforçaram as expectativas de aumento das taxas pelo BoJ, com os mercados já à espera de uma subida dos juros diretores na sexta-feira", disse à Reuters Christopher Wong, do OCBC.
Por outro lado, as decisões sobre as taxas do Banco da Inglaterra (BoE) e do Banco Central Europeu (BCE) também seguem a centrar atenções esta semana. Por um lado, os mercados já dão como quase certo um corte de juros pelo BoE, enquanto as expectativas são de que o BCE mantenha as taxas inalteradas.
A libra segue a avançar ligeiros 0,01%, para os 1,337 dólares. Já o euro desvaloriza 0,06%, para os 1,173 dólares.
Do lado de lá do Atlântico, o índice do dólar - que mede a força da divisa face às principais concorrentes - segue a recuar 0,01%, para os 98,394 pontos.
Ouro toca máximos de sete semanas. Prata avança mais de 2%
Os preços do ouro negoceiam com ganhos e perto de máximos de mais de sete semanas, com o metal amarelo a beneficiar de um dólar mais fraco, apoiado pelo corte de juros nos EUA, antes da divulgação de importantes dados referentes ao mercado laboral do lado de lá do Atlântico conhecidos amanhã.
O metal amarelo ganha 0,96%, para os 4.340,900 dólares por onça.
Os "traders” continuam focados nas perspetivas de política monetária da Fed, depois de o banco central dos EUA ter anunciado uma redução de 25 pontos-base nas taxas de juro na semana passada, numa decisão que ficou longe de ser consensual, ao mesmo tempo que sinalizou uma provável pausa na flexibilização da política monetária, com a inflação a manter-se elevada e as perspetivas para o mercado de trabalho ainda incertas.
Os investidores estão atualmente a prever mais dois cortes nas taxas no próximo ano, com o relatório de emprego dos EUA desta semana a ser visto como um teste para essas expectativas. O ouro, que não rende juros, costuma registar um melhor desempenho num ambiente de taxas diretoras mais baixas.
No que toca à prata, o metal precioso segue a ganhar 2,15%, para os 63,349 dólares por onça e negoceia assim perto de máximos históricos atingidos na semana passada.
Petróleo ganha terreno com aumento das tensões entre EUA e Venezuela
Os preços do petróleo negoceiam com ganhos esta manhã, à medida que as interrupções no abastecimento de crude relacionadas com o agravamento das tensões entre os EUA e a Venezuela pesam sobre o sentimento dos “traders”. Ao mesmo tempo, as preocupações com um excesso de oferta de “ouro negro” para 2026 e negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia seguem a limitar a valorização do crude.
O WTI - de referência para os EUA – sobe 0,50%, para os 57,73 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 0,52% para os 61,44 dólares por barril. Ambos os “benchmarks” perderam mais de 4% no conjunto da semana passada.
"As negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia têm oscilado entre o otimismo e a cautela, enquanto as tensões entre a Venezuela e os EUA estão a aumentar, levantando preocupações sobre possíveis interrupções no abastecimento”, disse à Reuters Tsuyoshi Ueno, do NLI Research Institute. “Ainda assim, com os mercados sem uma direção clara, as preocupações com o excesso de oferta permanecem fortes e, a menos que os riscos geopolíticos aumentem drasticamente, o WTI pode cair abaixo dos 55 dólares por barril no início do próximo ano”, acrescenta o especialista.
Nesta linha, as exportações de petróleo da Venezuela caíram acentuadamente desde que os EUA apreenderam um petroleiro ao largo da costa do país da América latina no início da semana passada. A par disso, a Administração Trump impôs também novas sanções a empresas e navios que comprem crude venezuelano.
Ainda do lado da oferta, o JPMorgan Commodities Research afirmou numa nota citada pela agência de notícias que os excedentes de petróleo registados em 2025 deverão aumentar ainda mais em 2026 e 2027.
Tecnológicas pressionam negociação pela Ásia. Samsung recua quase 4%
Os principais índices asiáticos fecharam a sessão desta segunda-feira com uma maioria de perdas, pressionados sobretudo pelo setor tecnológico, depois de renovadas preocupações com a possível sobreavaliação destas cotadas. Na Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 avançam cerca de 0,30% a esta hora.
Pelo Japão, o Nikkei caiu 1,31% e o Topix avançou 0,22%. O sul-coreano Kospi - índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e inteligência artificial - perdeu 1,84% e o índice de referência de Taiwan cedeu 1,17%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong desvalorizou 1,35% e o Shanghai Composite recuou 0,55%.
A par do receio em torno da sobrevalorização das tecnológicas, os índices chineses foram também influenciados por novos dados que mostraram que o crescimento das vendas a retalho no país em novembro foi o mais fraco desde a Covid, enquanto o investimento registou uma nova queda.
O “‘rally de Natal’ não consegue descolar com os novos receios sobre as avaliações da IA”, disse à Bloomberg Kyle Rodda, analista sénior da Capital.com. “Embora não seja tão arriscado quanto na semana passada, há riscos suficientes para manter os investidores em alerta", acrescentou.
Desde a recente queda das ações da Nvidia, influenciada pelas perdas da Oracle e da Broadcom que se seguiram à apresentação de resultados destas cotadas, os investidores continuam a mostrar sinais de ceticismo em relação às cotadas ligadas à área da inteligência artificial.
Nesta linha, pela Ásia foram empresas ligadas a esta área as grandes responsáveis pela queda dos índices. A Samsung perdeu perto de 4%, a TSMC recuou mais de 2% e a Tencent desvalorizou 1,95%.
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