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Airbus Atlantic deverá crescer para o dobro em Portugal

Decisão só deverá ser tomada a meio do próximo ano mas CEO da Airbus Atlantic diz que a unidade em Santo Tirso é "uma forte candidata" para receber nova injeção de investimento, crescendo para o dobro no tamanho e em número de trabalhadores

Ana Petronilho anapetronilho@negocios.pt 12 de Setembro de 2022 às 18:44
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A Airbus vê Portugal como um "bom país para se investir" e já tem planos para apostar forte no país. A empresa tem em cima da mesa a "forte possibilidade" de em breve crescer para o dobro, em tamanho e em número de trabalhadores, a fábrica de Santo Tirso da Airbus Atlantic Portugal, que vai ser inaugurada oficialmente esta quarta-feira, com a presença do primeiro-ministro.


O anúncio foi feito pelo CEO da Airbus Atlantic, Cédric Gautier, durante uma conversa com jornalistas, dizendo que "a decisão deverá ser tomada a meio do próximo ano" mas que a unidade em Portugal "é uma forte candidata" para receber mais investimento.

Um investimento que o surto inflacionário não deverá travar, tendo em conta que "há uma forte necessidade de as companhias comprarem novas aeronaves", de forma a conseguir uma poupança no consumo do jet fuel e para renovar a sua frota. "A procura de novas aeronaves existe", frisa Cédric Gautier que prevê que em 2025 sejam encomendadas 75 aeronaves por mês. 


Para já, a fábrica de Santo Tirso - que resulta de um investimento de cerca de 40 milhões de euros e tem uma área total de 20 mil metros quadrados – conta com 130 trabalhadores que, até ao final deste ano deverão subir para 150 colaboradores. Mas, "nos próximos anos" a Airbus Atlantic prevê a criação de mais de 250 postos de trabalho "altamente qualificados".


A unidade produz peças para as famílias Airbus A320 e A350. Em causa está, por exemplo, a produção de cadeiras de pilotos para aviação comercial, executiva e militar e para helicópteros. A fábrica projeta e fabrica também de asas totalmente equipadas para o ATR 42/72, a fuselagem central totalmente equipada para o Global 7500 da Bombardier, subconjuntos de aeroestrutura para a fuselagem central do Falcon 10X da Dassault Aviation e peças complexas de aeroestrutura metálica e composta para vários fabricantes de aeronaves.


Desde que entrou em atividade, no final de 2020, a Airbus Atlantic já investiu 65 milhões de euros junto de 35 fornecedores de empresas portuguesas. Entre os principais fornecedores da Airbus estão a Lauak, a Mecachrome, a Caetano e a Critical Software.

Portugal foi escolhido pela Airbus para investir "pela estabilidade a longo termo", pelos baixos custos laborais, pela "alta qualificação" dos trabalhadores e pela localização, onde há uma "proximidade estratégica a estruturas logísticas como o aeroporto do Porto e o porto de Leixões", explicou Cédric Gautier.

De acordo com os números da subsidiária, em Portugal, os programas da Airbus geram cerca de mil empregos a que se somam quatro mil trabalhadores dos fornecedores.

A atividade da Airbus no país atingiu "um crescimento anual de 16% nos últimos quatro anos", que vai crescer nos próximos meses e anos com a instalação e desenvolvimento da fábrica da Airbus Atlantic, com o desenvolvimento do Global Business Services Center que vai contar com 800 funcionários até 2025, somando ainda "transferências industriais e desenvolvimentos de produção que beneficiarão os fornecedores portugueses".

A Airbus Atlantic tem 13 mil funcionários em cinco países e três continentes: Canadá, Tunísia, Marrocos e Portugal. O volume de negócios ronda os 3,5 mil milhões de euros.



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