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Pedro Nuno Santos: Vamos fazer intervenção na TAP “no timing que entendermos”

O ministro das Infraestruturas afirmou no Parlamento que a intervenção será feita nos timings do Estado e não do acionista privado e frisou que o plano estratégico da TAP “não foi cumprido pela gestão”.

O ministro das Infraestruturas diz que são preferíveis concursos com preços mais altos e realistas do que artificialmente baixos.
Manuel de Almeida/Lusa
Negócios 19 de Maio de 2020 às 14:01
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O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, frisou esta terça-feira no Parlamento que será feita "a intervenção na TAP no timing que nós Estado entendemos e não no timing que o acionista privado ou comissão executiva acharem".

O responsável, que rejeitou críticas ao tempo de intervenção para apoiar a companhia aérea portuguesa, frisou que "a TAP não está a voar por não ter havido auxílio do Estado, mas porque não há procura".

"O Estado auxiliará a TAP quando entender. Não quando o acionista privado quiser", frisou ainda o ministro.

Pedro Nuno Santos disse que já foram feitos os primeiros contactos com a Comissão Europeia, acrescentando que "estamos a ver no quadro da legislação das regras de auxílios do Estado" e "será negociada a melhor solução para a realidade nacional".

"O Estado está disponível para salvar a TAP, mas não a qualquer preço", reafirmou, voltando a apontar o dedo à comissão executiva da companhia, que está nas mãos dos acionistas privados.  

 "A justificação que a TAP estava numa fase de investimento para os resultados ignora o facto de que o plano estratégico e os orçamentos apresentados prometiam já lucro em 2018 e 2019, o que acabou por não acontecer", disse.

Segundo Pedro Nuno Santos, "o plano estratégico não foi cumprido pela gestão. Temos mais 15-17 aviões do que estava no plano estratégico", sendo que "cada avião representa mais x trabalhadores".

O ministro admitiu que o plano estratégico foi definido com Estado e os privados, "mas não temos poderes nos leasing dos aviões", muitos dos quais "são alugados à Azul, do nosso sócio na empresa".

Pedro Nuno Santos admitiu que a intervenção na TAP exigirá a revisão do plano estratégico, que disse "já estava prevista", o que "terá consequências ao nível da empresa e vai supor uma necessária reestruturação".

"A dimensão que a empresa tem não é sustentável no momento que vamos viver nos próximos anos", disse, indicando que "a intervenção na empresa implicará o ajustamento da dimensão da empresa". "É o trabalho para se fazer nos próximos meses", frisou.

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