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Pilotos da Portugália denunciam cancelamentos e atrasos “sem paralelo na Europa”

Cenário de "irregularidades" tem vindo a agravar desde abril, com vários casos de incidentes na operação por causa das aeronaves “desgastadas" que foram “escolhidas para reforço de frota” da Portugália, hoje conhecida como TAP Express. Pilotos relatam incidentes durante voos que resultaram em feridos, dizem estar sob "pressão" e garantem que vão dar conta deste cenário "às entidades responsáveis".

No ano passado, a TAP transportou 5,83 milhões de passageiros.
Miguel Baltazar
Ana Petronilho anapetronilho@negocios.pt 24 de Outubro de 2022 às 15:10

Os pilotos da Portugália denunciam um cenário de cancelamentos e de atrasos "sem paralelo na Europa" que se tem vindo a agravar desde abril, com vários casos de incidentes na operação por causa das aeronaves "desgastadas" que foram "escolhidas para reforço de frota".


Num comunicado da comissão de empresa da Portugália, do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), a que o Negócios teve acesso, os pilotos da companhia do universo TAP relatam ainda dois incidentes durante voos recentes que resultaram em feridos "ainda em recuperação", por causa de problemas dos aviões.


Perante esta situação, os pilotos dizem ainda que vão dar "conta das preocupações" às "entidades responsáveis", ou seja, a administração, o Ministério das Infraestruturas e ao regulador, a ANAC.


"A nova normalidade de cancelamentos e atrasos que passaram a caracterizar a nossa operação desde o passado mês de abril, não tem fim à vista. E com a entrada em serviço das desgastadas aeronaves escolhidas para reforço de frota, evidenciar-se-á o agravamento destas irregularidades e das pressões operacionais resultantes", lê-se no documento a que o Negócios teve acesso.


Esta é uma "realidade operacional incomum, sem paralelo na Europa" que "na maioria dos casos" resulta de aviões que estão "impedidos tecnicamente de operar ou, quando aptos a fazê-lo, que obrigam a restrições técnicas", acrescenta o comunicado.


Os pilotos salientam ainda que na Portugália (hoje conhecida como TAP Express) trabalham em condições "duras" ao "nível operacional", com "irregularidades" que "têm vindo a exercer uma crescente forma de pressão operacional nas tripulações", que "esbarram de frente com as suas responsabilidades".


No comunicado os pilotos criticam ainda o discurso da administração da TAP que consideram ser "desligado da realidade" com a "injustificada perpetuação dos cortes nos seus salários, tendo como pano de fundo os vários atos de esbanjamento de recursos financeiros".

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