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Presidente da TAP reclama prémios de gestão suspensos

Fernando Pinto diz que problema com a suspensão dos prémios de gestão em 2009 ainda não foi discutida com o actual governo, sublinhando ter de proteger outros profissionais da empresa que assinaram um contrato com o governo.

Miguel Baltazar/Negócios
Maria João Babo mbabo@negocios.pt 21 de Junho de 2016 às 19:43
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O presidente da TAP explicou esta terça-feira no parlamento que reclama o pagamento dos prémios de gestão que foram suspensos em 2009 por se tratar de "parte de um contrato que foi feito com o governo, não só comigo mas com vários profissionais".

 

No início de Junho, o Observador noticiou que a equipa de gestão da TAP reclama mais de 6,8 milhões de euros em prémios de gestão anuais e diferidos no período entre 2006 e 2009, apesar de ter registado prejuízos.

 

"Aconteceram erros de cálculo na nossa opinião e não foram cumpridas determinadas etapas deste processo", afirmou esta terça-feira Fernando Pinto aos jornalistas no final da audição sobre o processo de privatização da TAP que foi requerida pelo bloco de esquerda.

 

Como explicou, "houve um contrato que foi feito e proposto pelo governo em 2006, que foi assinado e houve dificuldades de cumprimento desse contrato", o qual "é muito claro e objectivo".

 

Esse contrato, acrescentou Fernando Pinto, compara determinadas performances da empresa, específicas com outras empresas, "as maiores empresas da Europa". "E a TAP nesse período conseguiu, dentro das dificuldades de mercado por que todas passaram, ter um destaque bastante grande", afirmou Fernando Pinto, salientando que "a TAP nesse período cresceu mais de duas vezes".

 

O presidente da TAP disse que a questão ainda não foi levada ao actual governo, mas defendeu que "o problema de interpretação tem de ser visto". "Espero que seja resolvido. É importante", afirmou Fernando Pinto, salientando não ser apenas responsável pela gestão da empresa como também pelos profissionais que trabalham na empresa.

 

"Eu tenho que protegê-los", frisou o responsável da companhia aérea, assinalando que "eles assinaram um acordo e eu também faço questão de que seja cumprido independentemente do meu caso".

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