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Ryanair vai cortar 3 mil empregos

A companhia aérea irlandesa anunciou ainda que vai contestar as ajudas de Estado que são a ser dadas às companhias de bandeira como a Air-France KLM e a Deutsche Lufthansa.

Rita Faria afaria@negocios.pt 01 de Maio de 2020 às 09:27
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A Ryanair vai cortar 3 mil postos de trabalho e contestar os cerca de 30 mil milhões de euros de ajudas estatais que estão a ser postos no terreno para apoiar alguns dos seus concorrentes europeus.

A companhia aérea irlandesa junta-se, assim, a outras empresas da aviação que anunciaram recentemente cortes na sua força de trabalho, como a British Airways e a SAS – Scandinavian Airlines, que vão dispensar 12 mil e 5 mil funcionários, respetivamente.

A Ryanair disse esta sexta-feira que vai transportar menos de 1% do volume normal de passageiros no seu primeiro trimestre fiscal e não espera uma recuperação completa até ao verão de2022, na melhor das hipóteses.

Neste cenário, a companhia low cost considera que as ajudas estatais que estão a ser dadas às chamadas companhias de bandeira como a Air-France KLM, Deutsche Lufthansa AG, Alitalia SpA e SAS vão distorcer a concorrência, pelo que a Ryanair vai contestar esses resgates.

Os planos de ajuda "violam claramente as regras da concorrência da União Europeia e das ajudas de Estado", afirmou a Ryanair. "Este auxílio estatal ilegal e discriminatório será contestado pela Ryanair nos tribunais europeus".

A Ryanair informou ainda esta sexta-feira que espera que os voos sejam retomados em julho, mas que "levará algum tempo a recuperação do volume de passageiros".

O CEO da companhia aérea já tinha afirmado recentemente em entrevista ao Financial Times que se o governo irlandês impusesse regras de distanciamento nos voos, a empresa deixaria de operar. "Não podemos ganhar dinheiro com uma taxa de ocupação de 66%", sublinhou.

Segundo o responsável, deixar os assentos do meio desocupados não garante distância suficiente e "é uma ideia idiota que não leva a nada".

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