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CEO da Ryanair critica períodos de quarentena "idiotas"

O’Leary afirma estar em contacto com o Governo britânico sobre o assunto mas critica a posição do mesmo, acusando-o de "não ter ideia do que está aqui em causa".

Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 18 de Maio de 2020 às 10:54
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Uma "piada" e "idiota", é como o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, vê o período de quarentena que é imposto aos passageiros aéreos quando estes aterram num novo país, uma medida que o Governo britânico já anunciou que pretende implementar no Reino Unido.

"A quarentena de duas semanas é uma piada", afirmou O’Leary, em declarações à CNBC", para depois falar do caso de Itália, um país que está agora a libertar-se desta medida: "Eles removeram este isolamento idiota de 14 dias que é tanto não implementável como não gerível". A solução dos italianos é agora o uso de máscaras e o controlo de temperatura, aponta ainda o CEO Ryanair.

O’Leary afirma estar em contacto com o Governo britânico sobre o assunto mas critica a posição do mesmo, acusando-o de "não ter ideia do que está aqui em causa".

Os passageiros desta companhia aérea foram reduzidos em mais de 5 milhões, uma vez que a frota está parada desde meados de março.

Travões nos voos e empregos

A paragem levou a que a empresa decidisse cortar 3.000 postos de trabalho e negociasse reduções de salário com os respetivos funcionários e sindicatos.

A companhia aérea Ryanair está a reavaliar a sua operação em Portugal, admitindo avançar com despedimentos e com a redução da frota no país, medidas que resultam da diminuição acentuada da procura provocada pela pandemia de covid-19.

Contudo, o CEO está otimista quanto ao regresso da atividade, contando voltar a voar já no segundo trimestre, entre julho e setembro. Ao mesmo tempo, O’Leary antevê que os voos sejam retomados com descontos nos preços.

Outra fonte de críticas no que toca às políticas relacionadas com a pandemia são as ajudas estatais a algumas companhias aéreas. A Ryanair não conta pedir a ajuda do Governo para sobreviver, mas considera que fica em desvantagem perante os auxílios que outros países deram às suas companhias, como é o caso em França.

Nos resultados deste ano fiscal, que terminou em março para a Ryanair, a empresa divulgou que as receitas subiram 10% e atingiram os 8,49 milhões de euros. Os lucros avançaram 13% para os mil milhões de euros, excluindo a taxa sobre o combustível.

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