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TAP diz que condições da Portela afetam taxa de pontualidade da companhia

Companhia frisa que aeroporto Humberto Delgado “está saturado”, não só na infraestrutura mas também no espaço aéreo, e que está a afetar a operação da companhia com uma taxa de pontualidade na casa dos 63%, “longe do desejado” sendo que a meta da TAP é chegar aos 75%.

A TAP, presidida por Ramiro Sequeira, anunciou que não irá prorrogar a adesão ao regime do Apoio Extraordinário à Retoma Progressiva durante dezembro.
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Ana Petronilho anapetronilho@negocios.pt 29 de Novembro de 2022 às 13:13

A TAP alerta que o aeroporto Humberto Delgado "está saturado", não só na infraestrutura mas também no espaço aéreo, e que está a afetar a operação da companhia com uma taxa de pontualidade na casa dos 63%, "longe do desejado".


Durante a conferência "Novo Aeroporto – Tempo de Decidir", organizada pelo Conselho Económico e Social em parceria com o Público, o chief operating officer (COO) da TAP, Ramiro Sequeira, traçou o atual cenário da Portela salientando as dificuldades com que a companhia opera.


Com as atuais condições na infraestrutura, salienta Ramiro Sequeira, a Portela tem "uma das mais baixas taxas de pontualidade no mundo" e a TAP tem "uma desvantagem competitiva enorme" com as companhias concorrentes Iberia ou British Airways, que operam em Barajas (Madrid)  - que conta com quatro pistas em funcionamento - ou em Gatwick (Londres).


O COO frisa ainda que a TAP tem hoje "uma pontualidade de 63%" e que está "bem longe do desejado" sendo que a meta da companhia é atingir os 75%.


Este é o resultado de várias condicionantes na Portela que Ramiro Sequeira aproveitou para salientar. Desde logo, o COO lembra que o atual aeroporto "só tem uma pista" e que a atual infraestrutura "não permite mais mangas e saídas rápidas" de passageiros.  

Além disso, a TAP diz que já está a "operar o máximo de slots por hora" sem que existam "colchões para recuperar de atrasos" nos voos. Desta forma, "quando há um voo com atraso gera-se um efeito de bola de neve e todos os voos são afetados", frisa Ramiro Sequeira.

O COO aproveitou ainda para alertar que o "espaço aéreo está congestionado" devido à partilha do espaço aéreo comercial e militar. Realidade que não acontece em vários países europeus onde existem limitações.

Lembrando os 3.2 mil milhões de euros que a companhia recebeu através de ajuda estatal, Ramiro Sequeira salienta que tanto a TAP como os contribuintes "merecem" um novo aeroporto que seja "uma infraestrutura com todas as valências concentradas num único polo que agregue todas as eficiências, de terra e ar".

Para a companhia, a infraestrutura do novo aeroporto deve ter em conta a "modernização da jornada do cliente", que passa por uma "zonas de check in e de embarque amplas" por áreas dotadas de biometrics e com o SEF a funcionar "com os recursos adequados".      

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