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TAP "é talvez a empresa que tutelamos em que temos a maior preocupação" pelos prejuízos

A entrada em bolsa da TAP não é uma decisão que o acionista privado possa tomar sozinho, alerta Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas em entrevista ao Expresso.

Negócios 18 de Janeiro de 2020 às 12:34
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"Neste momento isso não está no nosso horizonte". É assim que Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas, responde ao Expresso quando questionado sobre se o Governo não está interessado em que a TAP vá para a bolsa.

Não afastando, no entanto, a hipótese, reitera que "neste momento isso não está em cima da mesa". Mas deixa o recado, quando confrontado com a indicação de que o acionista privado da transportadora, David Neeleman, tem em cima da mesa o cenário para que essa entrada em bolsa aconteça este ano. "Tem? É que ele não decide isso sozinho".

Pedro Nuno Santos assegurou, nesta mesma entrevista, que tem estado "de forma progressiva a construir uma relação de confiança com a comissão executiva, onde o Estado não está presente". Isto depois de ter dito, a propósito da distribuição de prémios na TAP, dos quais diz ter sabido pela comunicação social, que que tinha havido uma quebra na relação de confiança com o acionista privado. 

Garante, por outro lado, que ainda que gostasse de ter olhos na comissão executiva, o Estado ter nesse órgão social um representante não está a ser discutido.

Quanto à possível saída de David Neeleman, Pedro Nuno Santos não se pronuncia, dizendo que "é uma decisão que não é tomada por nós. O acionista privado só venderá a sua participação se for essa a sua vontade". E por isso também descarta estar à procura de um parceiro para substituir este acionista. "O Estado português não encontra parceiros para ficarem com participações que não são suas", mas acabou por acrescentar: "acompanhamos com atenção qualquer negociação ou interesse de outras companhias na TAP", acrescentando saber que "há interesse".

Ainda assim, Pedro Nuno Santos volta a mostrar preocupações com os prejuízos da transportadora. "Claro que são um motivo de preocupação. É talvez a empresa que tutelamos em que temos a maior preocupação. A dimensão dos prejuízos é muito relevante. Estamos apreensivos, mas, ao mesmo tempo, confiantes de que a estratégia começará a produzir resultados no breve prazo".
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