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TAP prevê continuar em março com apenas 25 a 45 voos diários

O CEO da companhia aérea diz que as projeções de retoma são cada vez mais incertas e que em março a TAP prevê uma quebra na oferta em linha com a de fevereiro.

Maria João Babo mbabo@negocios.pt 19 de Fevereiro de 2021 às 15:35
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A TAP está a operar este mês de fevereiro entre 25 a 45 voos diários, quando em dezembro último assegurava cerca de 100, revelou Ramiro Sequeira, CEO da companhia aérea, numa informação avançada aos trabalhadores, a que o Negócios teve acesso, lembrando que em janeiro do ano passado eram 350 os seus voos diários.

A companhia, que em fevereiro reduziu a sua operação a 7% da que tinha há um ano, prevê agora para março "uma quebra na oferta em linha com a de fevereiro, considerando que várias das restrições impostas não têm data de término ou prevemos que não venham a ser aliviadas no próximo mês", diz ainda o responsável na mesma comunicação, onde salienta que "este cenário pode-se alterar rapidamente em virtude da evolução das restrições e imposições à mobilidade das pessoas".

"Há precisamente um mês, quando partilhamos a 'factsheet' de dezembro, comunicámos que, face ao aumento das restrições, prevíamos voar em fevereiro entre 19% a 22% dos níveis voados em fevereiro de 2020. E para março estimámos uma oferta de voos entre os 25% e os 28% face a março de 2020. Eram já revisões em baixa, que apontavam uma redução da oferta de 73% em fevereiro", recorda Ramiro Sequeira, acrescentando que essas projeções acabaram por ser revistas, com a suspensão a chegar a 93% do total da operação.

Na mais recente "factsheet" operacional, Ramiro Sequeira salienta ainda que as projeções de retoma são cada vez mais incertas.

"As previsões de longo prazo da IATA assumem um elevado grau de incerteza, muito indexado à performance da vacina, evolução da pandemia e da recuperação económica, sendo que mesmo no cenário mais otimista os níveis de 2019 não serão recuperados antes de 2023, liderado pela recuperação inicial das viagens de lazer e domésticas", refere.

De acordo com o CEO da TAP, "de acordo com as análises da IATA, as reservas futuras, em janeiro, observam uma quebra de 70%, quando comparadas com janeiro de 2020, adicionando muita incerteza às projeções para maio de 2021 no cenário moderado a nível mundial:  uma recuperação de 61% do tráfego global, 79% do tráfego doméstico e 50% do tráfego internacional".

Em janeiro, diz ainda o responsável, "manteve-se a tendência decrescente a que se assistiu em novembro e dezembro, no que respeita a número de voos e capacidade, comparando com o período  pré–pandemia", com a  TAP a reduzir em 72% o número de voos e em 70% a capacidade face a janeiro de 2020.


A taxa de ocupação média global da TAP, quando ponderada com o volume de voos realizados em cada mês, entre setembro e novembro de 2020, é, segundo refere, de 50%, 29 pontos percentuais abaixo da taxa média global de 2019.

A TAP está neste momento a negociar com a Comissão Europeia o seu plano de reestruturação, tendo já avançado com medidas laborais de adesão voluntária junto dos seus trabalhadores.

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