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João Leão: TAP deverá precisar mais do que os 500 milhões inscritos no Orçamento do Estado

O ministro das Finanças reconhece que, perante a nova paralisação da atividade da empresa, é natural que seja necessário injetar mais dinheiro na TAP do que o previsto no Orçamento do Estado para 2021. Congratula-se com o acordo conseguido com os sindicatos e mostra-se confiante sobre as negociações com Bruxelas.

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Sem dar números concretos, o ministro das Finanças admitiu, em entrevista ao Negócios e à Antena 1, que a TAP precise de mais dinheiro além dos 500 milhões inscritos no Orçamento do Estado para 2021. "Isso está em análise. Admito que o valor possa ter de ser reponderado porque neste momento a pandemia está a ter um impacto muito mais forte do que era esperado", afirmou João Leão. "A situação da TAP é de grande exigência, não só em Portugal, mas em toda a Europa. Em toda a Europa, os governos têm mobilizado apoios massivos para as suas companhias aéreas", lembra o ministro das Finanças. 

Estas declarações são feitas numa altura que a empresa se viu obrigada a suspender quase toda a sua atividade na sequência do novo confinamento e da proibição de deslocações para fora do país. 

Além do empréstimo do Estado 1.200 milhões feito em meados do ano passado, o Ministério das Finanças inscreveu no Orçamento do Estado 500 milhões de euros para a TAP, uma verba muito inferior à que está prevista no plano de reestruturação da TAP apresentado no final do ano passado pelo ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos. Esse plano conta com uma despesa global de 3,7 mil milhões de euros até 2025, dos quais 970 milhões a 1,16 milhões já em 2021, um número que duplica a verba que ficou realmente inscrita no Orçamento do Estado para este ano. 

Ainda assim, o ministro das Finanças assegura, nesta entrevista, que um eventual reforço das verbas destinadas à TAP não implicará um Orçamento retificativo.

Congratulando-se com o facto de ter sido conseguido o acordo entre a administração da TAP e os sindicatos para o plano de reestruturação da empresa, João Leão mostra-se confiante agora com o processo negocial que decorre em Bruxelas. "O Governo está a discutir o plano de reestruturação com a Comissão Europeia" e "procuramos que seja concluído o mais rapidamente possível", diz. "Vai implicar uma mudança estrutural muito significativa na empresa [...] para garantir que a TAP se torna numa empresa rentável e consiga sobreviver a esta crise".
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