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TAP teve prejuízo de 99 milhões em 2015

A companhia aérea teve de consolidar 91,4 milhões de euros relativos às receitas retidas nas Venezuela. Sem esse efeito, os resultados da TAP teriam sido negativos em 7,6 milhões.

Fernando Pinto à conversa com o seu novo accionista, David Neeleman.
Sara Matos
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A TAP teve um resultado negativo de 99 milhões de euros em 2015, um valor que mais do que duplica as perdas de 46 milhões registadas em 2014, anunciou em comunicado a companhia aérea, que no ano passado passou a ter a Atlantic Gateway, de Humberto Pedrosa e David Neeleman, na sua estrutura accionista.

 

A TAP justifica este agravamento dos prejuízos com "a necessidade de consolidar um montante de 91,4 milhões referente a vendas na Venezuela cujo valor ainda não foi transferido, situação agravada por diversas desvalorizações cambiais".

 

Sem este factor extraordinário, sublinha a empresa, o resultado teria sido de apenas 7,6 milhões negativos, o que comparando com os 46 milhões negativos do ano anterior teria significado uma melhoria de 83,5%.

 

De acordo com a TAP, as receitas atingiram no ano passado um total de 2.398 milhões de euros, recuando 3,7%  face aos 2.489 registados em 2014.

As dívidas da Venezuela têm penalizado fortemente as transportadoras que voam para este país. A Avianca, de Germán Efromovich, que concorreu à privatização da TAP, regista uma perda de 236 milhões de dólares (207 milhões de euros), resultante do não pagamento de bilhetes. Já a American Airlines também anunciou, em Janeiro deste ano, um prejuízo de 592 milhões de dólares (519 milhões de euros), resultante do incumprimento do pagamento das autoridades venezuelanas.


Em paralelo, a transportadora sublinha que o agravamento da situação laboral no final de 2014 e no segundo trimestre de 2015 afectou a confiança do mercado na TAP. No entanto, garante que  "as principais causas para o resultado negativo resultam da crise económica e política do Brasil, que provocaram não só uma quebra do volume de tráfego mas também uma redução significativa da tarifa média".

 

Embora em menor escala, diz ainda a empresa, "a contracção da economia angolana influenciou também negativamente as ligações aéreas afectando também os resultados da companhia".

O Brasil e Angola também penalizaram os resultados da TAP.
O Brasil e Angola também penalizaram os resultados da TAP.

Os custos de exploração atingiram os 2.269 milhões, menos 3% do que os 2.341 milhões de 2014. Uma melhoria que "resulta, em especial, do reforço das medidas de contenção adoptadas e da descida do preço dos combustíveis, cuja factura atingiu os 660 milhões de euros, valor que compara com os 798 registados em 2014".

Segundo a companhia, a situação da Venezuela diz respeito a vendas no período entre Março de 2013 e Janeiro de 2015, cujos montantes ficaram retidos devido à crise económica, "penalizando não só a TAP mas todas as restantes companhias internacionais que operam para aquele país".

 

"A dimensão dos valores retidos só não é maior porque em Janeiro de 2015 foi decidido suspender a venda de viagens naquele país", explica a empresa, que dá ainda conta de continuar "a desenvolver diligências para recuperar os valores em dívida". No entanto, explica, "devido ao prolongamento da situação, houve necessidade de integrar estes valores nas contas de 2015"

 

No comunicado, a TAP realça ainda que a dívida total desceu em 2015 de 1.062 milhões de euros para 942 milhões, em resultado de reembolsos efectuados no ano passado, "beneficiando do início do processo de capitalização proporcionado pela entrada na TAP, como accionista, do consórcio Atlantic Gateway". 

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