Transportes Lisboa ganha 300 novas motos elétricas partilhadas

Lisboa ganha 300 novas motos elétricas partilhadas

A espanhola Acciona lançou esta terça-feira o seu serviço de motos elétricas partilhadas em Lisboa. No arranque a frota é composta por 300 veículos, mas a empresa espera duplicar esse número até ao final de julho e expandir-se para outros concelhos da Área Metropolitana de Lisboa.
Lisboa ganha 300 novas motos elétricas partilhadas
Pedro Curvelo 28 de maio de 2019 às 13:44
A espanhola Acciona lançou esta terça-feira o seu serviço de motos elétricas partilhadas em Lisboa, tornando-se o segundo operador na capital portuguesa, depois da eCooltra, que iniciou operações em 2017.

No arranque a frota é composta por 300 veículos, mas a empresa espera duplicar esse número até ao final de julho e expandir-se para outros concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, revelou Ramón Piñeiro, diretor de novos negócios da área de serviços da Acciona.

As motos da Acciona, da marca Silence, têm uma potência equivalente a uma moto de 125cc e uma autonomia de 110 quilómetros. A utilização é paga ao segundo e os preços por minuto são de 0,26 euros no modo "standard", para circulação urbana e onde a velocidade máxima está limitada a 50 km/h, e de 0,28 euros no modo "custom", com limite de velocidade de 80 km/h. Os utilizadores podem ainda colocar o veículo em modo "pause", pagando 0,05 euros por minuto, por um máximo de seis horas.

As motos podem ser utilizadas entre as 06:00 e as 02:00 e têm incluídos dois capacetes e, nos meses de inverno, será disponibilizada uma manta para as pernas, indicou Eduardo Pinheiro, diretor de operações em Lisboa. O responsável indicou que os utilizadores podem circular fora das zonas de devolução, estando apenas obrigados a concluir a viagem dentro das áreas delimitadas.

Sobre o alargamento a outros concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (AML), Eduardo Pinheiro sublinhou que é o objetivo da empresa e que estão em curso negociações nesse sentido.

Através da app, os utilizadores podem localizar a moto mais próxima, reservá-la e ativar o veículo. Inicialmente, a zona de devolução (onde podem ser iniciadas e concluídas as viagens) inclui zonas de Lisboa como Campo de Ourique, Bairro Alto, Alfama, Castelo, Mouraria, Belém, Santos, Algés, Parque das Nações, Lumiar, Telheiras, Benfica e o aeroporto Humberto Delgado.

Os utilizadores têm de ter a carta de condução B e um mínimo de 25 anos ou ter o cartão B e o cartão de ciclomotor ou ainda ter pelo menos 18 anos e possuir carta de condução A, A1 ou A2.

Até 2 de junho, as motos da Acciona podem ser utilizadas de forma gratuita. A partir de 3 de junho entra em vigor o tarifário, incluindo a oferta de 30 minutos grátis para cada novo registo.

A Acciona lançou o serviço de motos partilhadas em Espanha há "sete ou oito meses", indicou Ramón Piñeiro, operando atualmente em Madrid, Barcelona, Valência e Sevilha. Lisboa é a quinta cidade onde as motas elétricas partilháveis são disponibilizadas pelo grupo espanhol.

Ao Negócios, o responsável referiu que a empresa estuda a possibilidade de lançar o serviço em mais cidades portuguesas, nomeadamente no Porto e em Coimbra.

Quanto ao valor de investimento, Ramón Piñeiro, escusou-se a revelar números.



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