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Novo Banco ao volante da falência da Tracar

Após dois processos especiais de revitalização falhados, a empresa de transporte faliu. O Novo Banco lidera a lista de créditos de 20 milhões de euros. Dois centros logísticos e mais de 100 camiões vão agora a leilão.

Os dois centros logísticos e os mais de 100 camiões da falida Tracar vão a hasta pública em Junho. Reuters
Rui Neves ruineves@negocios.pt 28 de Maio de 2018 às 22:00
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A acção nacional de protesto das transportadoras rodoviárias de mercadorias, que reclamam a regulamentação do sector e a indexação do preço dos transportes aos combustíveis, já não conta com a participação da Tracar, que foi uma das mais representativas empresas deste ramo de actividade. Após dois processos especiais de revitalização (PER) falhados, nos últimos cinco anos, a transportadora sediada em Gaia faliu no mês passado e está agora em liquidação.

Depois de o segundo e último plano de recuperação da Tracar ter sido chumbado pelos credores, em Dezembro passado, o seu principal credor, o Novo Banco, requereu a insolvência da empresa, que foi despachada em Fevereiro. Em assembleia de credores realizada a 5 de Abril passado, a transportadora foi mandada para liquidação, deixando os seus mais de 100 trabalhadores no desemprego.

O Negócios sabe que  o portefólio de activos da empresa, constituído sobretudo por dois grandes centros logísticos, em Gaia (com uma área de 14 mil metros quadrados) e em Loures (8,8 mil metros quadrados), a que acresce cerca de 120 veículos pesados, vai a hasta pública no próximo mês.

Novo Banco lidera lista de credores
O banco herdeiro do BES é o principal credor da Tracar – Transportes de Carga e Comércio, tendo a haver mais de quatro milhões de um total de aproximadamente 20 milhões de euros de créditos de 118 credores. Seguem-se o banco Santander e a Petrogal, cada um com 2,8 milhões de euros.

Já o Estado é credor de mais de 1,5 milhões de euros – a Segurança Social tem a haver um valor que ultrapassa os 1,2 milhões de euros, enquanto o grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Fisco reclamam 236 mil euros e 22,5 mil euros, respectivamente. Os bancos Popular (1,7 milhões de euros) e BPI (um milhão de euros) surgem também entre os principais credores da transportadora.

A lista apresenta uma série de créditos  não reclamados mas reconhecidos em sede do processo judicial, entre os quais se destacam os 2,7 milhões de euros (considerados subordinados)  de Osvaldo João Pereira da Costa, presidente e dono da empresa, que chegou a liderar, no passado recente, a delegação Norte da Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM).

A Tracar fechou o exercício de 2016 com uma facturação de 8,8 milhões de euros (menos  cerca de 30% do que dois anos antes) e prejuízos de 502 mil euros.

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