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Proveitos do turismo ainda estão a menos de metade dos níveis pré-pandemia

Entre janeiro e agosto, os estabelecimentos de alojamento turístico obtiveram proveitos totais de 1.272 milhões de euros, um aumento de 25% face a igual período de 2020 e uma redução de 57% em relação a 2019.

O setor do turismo volta a ser fortemente atingido pelo reagravamento da situação pandémica causado pela variante Delta.
João Cortesão
Rafaela Burd Relvas rafaelarelvas@negocios.pt 14 de Outubro de 2021 às 11:25
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O turismo mantém a tendência desde abril deste ano e, nos meses de verão, alguns indicadores começam a aproximar-se dos níveis que eram registados antes da pandemia. Contudo, no conjunto do ano, o cenário é ainda de dificuldades para o setor: os proveitos dos estabelecimentos de alojamento turístico já crescem 25% em relação ao ano passado, mas ainda representam menos de metade da faturação de 2019.

Os dados foram divulgados estas quinta-feira, 14 de outubro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que confirma os números preliminares que já tinham sido publicados. Em agosto, dá conta o INE, o turismo nacional recebeu 2,5 milhões de hóspedes, que foram responsáveis por 7,5 milhões de dormidas, números que correspondem a aumentos de 35,6% e 47,6%, respetivamente, em relação ao mesmo mês do ano passado.

O número de hóspedes registado no acumulado de janeiro a agosto sobe, assim, para 7,7 milhões, mais 6,8% do que há um ano, mas ainda menos 57% do que em 2019. Estes hóspedes foram responsáveis por 20,2 milhões de dormidas neste período, uma subida de quase 12% em relação a 2020 e uma queda de 58% face a 2019.

Também no que diz respeito às receitas os números continuam muito aquém daquilo que se verificava antes da crise provocada pela pandemia, ainda que a recuperação em relação ao ano passado seja já evidente.

Entre janeiro e agosto deste ano, os estabelecimentos de alojamento turístico nacionais obtiveram proveitos totais de 1.272 milhões de euros, valor que representa um aumento de 25% face a igual período do ano passado e uma redução de 57% em relação ao mesmo período de 2019.

Considerando apenas o mês de agosto, a recuperação é mais notória: nesse mês, os proveitos ultrapassaram 515 milhões de euros, mais 59% do que há um ano e apenas menos 19% do que em agosto de 2019.

Também nos preços praticados pelos estabelecimentos de alojamento turístico há uma recuperação. Em agosto, o rendimento médio por quarto ocupado fixou-se em 115,8 euros por noite, acima dos 105,9 euros registados em agosto do ano passado e próximo do preço médio de 116,2 euros que se verificava em 2019.
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