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Setembro foi o melhor mês para Alojamento Local desde início da pandemia. Mas receitas caem mais de 80%

O Alojamento Local recuperou em setembro, atingindo uma taxa de ocupação média acima dos 20%, em Lisboa e no Porto. Apesar de ter sido o melhor mês desde o início da pandemia, o volume de negócios recuou mais de 80% em termos homólogos.

A Câmara de Lisboa quer trazer para o mercado habitacional imóveis do alojamento local que agora estão sem clientes.
Inês Gomes Lourenço
Negócios jng@negocios.pt 19 de Novembro de 2020 às 15:49
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Em setembro, os espaços de Alojamento Local (AL) em Portugal obtiveram o seu melhor desempenho desde o início da pandemia, tanto em Lisboa como no Porto, mas face a igual mês do ano passado as receitas afundaram mais de 80%.
 
Neste nono mês do ano, a taxa média de ocupação atingiu os 24% em Lisboa e os 26% no Porto, de acordo com os dados apurados pela Confidencial Imobiliário. Em relação aos meses de maio e junho, em que a ocupação atingiu um mínimo, verifica-se um aumento de cerca de 23% no Porto e 20% na capital. 

O RevPAR, uma métrica de desempenho calculada através da divisão da receita total de alojamento pelos quartos disponíveis, atingiu em setembro os 17 euros em Lisboa e os 16 euros na Invicta, um valor significativamente mais elevado do que o registado na capital em junho (três euros) e no Porto em maio (cinco euros).

Quanto às noites vendidas, em setembro registou-se um máximo desde abril, com 18.500 noites em Lisboa e 17.200 no Porto. Atingindo-se, desta forma, um volume de negócios de 1,4 milhões de euros na capital e 1,1 milhões no Porto. Estes números comparam com os 7,1 milhões em Lisboa e os 6,7 milhões na Invicta em setembro do ano passado, traduzindo quebras de 80,3% e de 83,6%, respetivamente. 

Não obstante, a diária média dos alojamentos em oferta situa-se agora nos patamares mais baixos desde o início da pandemia, fixando-se em 77 euros em Lisboa e em 66 euros no Porto. Há um ano, os valores situavam-se em 91 euros na capital e nos 78 euros na cidade nortenha, tendo Lisboa alcançado uma taxa de ocupação de 60% e um RevPAR de 53 euros e o Porto registado 73% de ocupação e 56 euros de RevPAR.

As dormidas também baixaram significativamente em termos homólogos, tendo em conta que em setembro do ano passado foram contabilizadas 78 mil noites vendidas em Lisboa e 86,3 mil no Porto.

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