Turismo & Lazer Três milhões de capitais públicos na Oliófora, Homeit, Tripwix e XLR8

Três milhões de capitais públicos na Oliófora, Homeit, Tripwix e XLR8

A Portugal Ventures decidiu investir três milhões de euros em mais quatro novas start ups turísticas, que resultam da sua primeira “cal” dedicada a este setor, prevendo concluir as negociações com os promotores de mais oito projetos.
Três milhões de capitais públicos na Oliófora, Homeit, Tripwix e XLR8
Rui Neves 06 de junho de 2019 às 20:25

Chama-se Oliófora e é pequena empresa industrial dedicada à extração de óleos vegetais prensados a frio de alta qualidade e produção de cosméticos naturais desenvolvidos na base destes óleos com extratos de ervas, algas e essenciais florais, que tem como mercado-alvo hotéis-boutique, "ecoresorts" de gama alta e pequenas cadeias hoteleiras.

 

Trata-se de uma das novas quatro start ups, juntamente com a XLR8, a Homeit e a triwix, em que a Portugal Ventures decidiu apostar, num investimento total de três milhões de euros, e que resultam da primeira "call" da capital de risco pública dedicado ao Turismo.  

 

No caso da Oliófora, cujos produtos já se encontram disponíveis em unidades do Douro, Algarve e Lisboa, a equipa liderada por Daria Maximova pretende com o investimento da Portugal Ventures atingir o crescimento e internacionalização da marca na Europa, Médio Oriente e mercado Asiático, avança a capital de risco estatal, em comunicado.

 

Outra start up selecionada pela Portugal Ventures foi a XLR8, uma empresa criada em 2015 que desenvolveu o seu "Revenue Management System", um software utilizado para prever a ocupação diária, mensal e anual de uma unidade hoteleira, fornecendo ferramentas e relatórios que ajudam a otimizar o preço de venda e disponibilidade de números de quartos ao mesmo tempo que permite maximizar o crescimento da receita.

 

Com a injeção financeira da sociedade pública, o CEO da XLR8, José Almeida, "pretende iniciar o processo de internacionalização e desenvolvimento de produto com o reforço na equipa nas áreas de programação e Inteligência Artificial", conta a nova sócia.

 

Neste primeira "Call Tourism", a Portugal Ventures também decidiu investir na Tripwix, uma marca de viagens de luxo para clientes exigentes, que funciona como uma agência de viagens online onde todos os alojamentos são sujeitos a elevados padrões de curadoria, com as casas a serem avaliadas pessoalmente por designers de interiores da empresa.

 

Atualmente presente em Portugal, México, Espanha, Itália e Turquia, com este investimento público o CEO José Murta vai ter a possibilidade de aumentar a sua equipa nas áreas de vendas, tecnologia e marketing "de modo a potenciar a procura deste tipo de produto e abrir outros destinos de sonho".

 

"Uma das tarefas que mais preocupa os proprietários e clientes do alojamento local é o acesso às suas propriedades, onde a disponibilidade de conciliar os horários pode dificultar o acesso ao serviço", lembra a Portugal Ventures.

 

Ora, garante a mesma capital de risco pública, a Homeit, liderada por André Roque, "apresenta a solução com uma fechadura inteligente que abre as portas através de um código criado pelo proprietário ou através da app, permitindo anular o uso da chave tradicional".

 

Assim, afiança, o proprietário pode criar acessos para os seus hóspedes/turistas, "staff" e manutenção à distância e criar tudo através da internet.

 

A Homeit está presente em 15 países com quase duas mil ‘boxes’ ativas no momento e desde o seu lançamento já abriu cerca de três milhões de portas, assegura, ainda, a Portugal Ventures, cujo investimento nesta empresa tem como objetivo "o desenvolvimento de produto e a continuação da expansão a nível mundial".

 

Além destes quatro novos investimentos, a Portugal Ventures revela que "decorrem ainda negociações com os promotores de mais oito projetos com boas perspetivas de serem concluídas com sucesso"

 

Entretanto, há uma nova "Call Tourism" em curso, estando as candidaturas abertas até 16 de setembro.

 

À "call" para o Turismo, de acordo com o mesmo comunicado, podem concorrer projetos promovidos por empresas já constituídas ou a constituir, localizadas em Portugal, em fase "seed", start up ou "early stage", que tenham até ao momento do investimento menos de sete exercícios económicos completos, desde a data de início da atividade.

 




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