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Siza Vieira: Concertos e festivais "vão voltar em força"

O ministro da Economia acredita que a vida fora de casa, em restaurantes, nas viagens e até nos espetáculos vai voltar em força.

O Ministério da Economia, liderado por Pedro Siza Vieira, quer garantir a natureza pública do Banco Português de Fomento.
José Sena Goulão/Lusa
Alexandra Machado amachado@negocios.pt 02 de Dezembro de 2020 às 13:33
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A pandemia provocou alterações na vida de todos. Na do Governo também, ainda para mais quando Portugal se prepara para assumir, em janeiro, a presidência da União Europeia.

Pedro Siza Vieira, ministro adjunto e da Economia, que esteve na Web Summit no novo espaço de perguntas e respostas, acredita que, depois de tudo passar, vai haver um "mix" de coisas que vão mudar na nossa vida e de outras que vão voltar ao que eram.

"Muitas coisas ficarão connosco", nomeadamente, exemplificou, o valorizarmos os espaços e o tempo em família, as relações humanas.

"Estamos ansiosos para voltar a sair, ir a restaurantes, viajar, passar tempo fora de casa, ir a espetáculos. Os concertos e os festivais vão voltar em força", afirmou o ministro, convicto de que com as vacinas isto possa acontecer mais cedo.

É que, acrescentou, apesar de ter havido muita gente a perder o emprego e rendimentos, houve muita população que continua empregada.

De qualquer forma, antecipa já algumas tendências digitais a ficarem e uma economia e sociedade mais digital. 

Mas "veremos muito do que tínhamos antes e que estamos nostálgicos".

E daí antecipar, desde já, que a Web Summit em 2021, em Lisboa, seja um "sucesso massivo", com as pessoas "a quererem voltar a Lisboa e tirar vantagens destas conversas e do contacto humano", aproveitando para elogiar a cidade de Lisboa e a localização do evento à beira do rio Tejo.

Siza Vieira deixou ainda a nota que esta pandemia trouxe crescimento às companhias ligadas às tecnologias, e às que as entregam. Também assumiu crescimento, em Portugal, nomeadamente, do investimento na construção ligada ao imobiliário. E acredita que em geografias como Portugal iremos assistir, depois deste período passar, a um regresso das pessoas. "Vamos ver mais gente a tentar vir", acredita, admitindo que os espaços fora das cidades, como aliás em outros países acontecerá, poderão ter maior procura. Mais espaço em localizações fora das grandes cidades, evitando-se o tempo de deslocação excessivo. "É uma grande oportunidades para as localizações que consigam preservar a qualidade de vida e a preço mais baixo". E isso poderá "acelerar a vinda de empresas".

O ministro da Economia considera que é importante, neste momento, os programas de reconversão de quadros para o mundo da tecnologia e a entrada de jovens nas áreas tecnológicas. 

"Temos de investir em formação e dar às pessoas outras competências que são necessárias para tirarem partido à nova economia". Siza Vieira garante que agora é oportunidade para dar às pessoas que ficaram desempregadas ou com redução de horário de trabalho a formação que as preparar para o futuro. Mas admite que estes programas de formação massivos não são fáceis de montar de um dia para o outro. Ainda assim, acabou por salientar que o aumento do desemprego foi menor em outubro do que o esperado, e em outubro houve mais pessoas empregadas do que em setembro e neste mês mais do que em agosto.

Uma nota ainda para o impacto que a pandemia provocou na consciência ambiental. "De um modo geral, o que a pandemia criou é uma determinação firme de acelerar as preocupações com o ambiente e mitigar as mudanças climáticas". E neste ponto disse esperar que a nova presidência dos Estados Unidos, liderada por Joe Biden, permita o regresso da maior economia do mundo ao Acordo de Paris.


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