Fim do prazo de Trump para o Irão e 4 outras coisas que precisa de saber para começar o dia
| Fim do prazo dado por Trump ao Irão |
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No passado dia 26 de março, o Presidente dos EUA, Donald Trump, adiou por 10 dias a ameaça de atacar as infraestruturas energéticas iranianas caso o Irão não reabrisse o estreito de Ormuz. Depois de novo adiamento, o prazo termina esta terça-feira (01:00 de quarta-feira em Portugal continental), e os mercados financeiros vão estar a reagir aos desenvolvimentos do dia. Não se antecipa um acordo em breve, isto depois de Teerão ter rejeitado o plano de cessar-fogo de 45 dias proposto pelos mediadores do conflito, sublinhando que quer o fim definitivo da guerra. Horas depois, Trump reiterava, em conferência de imprensa, que poderia "acabar" com o país ainda hoje, embora tenha sinalizado a hipótese de um acordo. |
| Atividade económica na Zona Euro |
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A estimativa da atividade empresarial da Zona Euro, medida pelos PMI, mostra um travão a fundo em março, ficando muito perto da estagnação. O principal fator de pressão foram os custos de produção, agravados pela forte subida do petróleo, devido ao encerramento do estreito de Ormuz. Na terça-feira, a S&P Global vai apresentar os números finais e divulgar mais dados desagregados para as maiores economias europeias, incluindo a Alemanha, França Espanha e Itália. |
| Criação de emprego no setor privado nos EUA |
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O ADP Reserach Institute vai publicar os dados atualizados sobre a criação de emprego no setor privado dos EUA nas quatro semanas terminadas a 7 de março de 2026. Nas quatro semanas anteriores, o privado tinha criado apenas nove mil vagas por semana, o que reflete uma estabilização do mercado laboral norte-americano, um dos mandatos da Reserva Federal, que se debate agora entre manter as taxas de juro aos níveis atuais ou aumentá-las para fazer ainda face a uma possível subida da inflação, decorrente da subida dos preços da energia. |
| Como estão os "stocks" de crude dos EUA? |
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O American Petroleum Institute (API) vai divulgar os dados atualizados dos "stocks" de petróleo armazenados pelos EUA na semana encerrada a 3 de abril. Na semana anterior, foram mais 10,263 milhões de barris, o maior aumento em várias semanas, numa altura em que o país tenta encher estes "stocks" para fazer face à guerra no Irão e consequente crise energética, que está a causar volatilidade nos preços do crude. Os EUA beneficiam da produção que chega da Venezuela, que não atravessa o estreito de Ormuz, ainda bloqueado pelo Irão. |
| Expectativas de inflação do consumidor norte-americano |
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A Reserva Federal de Nova Iorque vai publicar a média das expectativas dos norte-americanos em março para a inflação do próximo ano. Em fevereiro, a taxa fixou-se nos 3%, o menor nível em sete meses e uma queda face aos 3,1% registados em janeiro. No entanto, com a subida dos preços da energia e um aumento da inflação no horizonte, as previsões dos especialistas apontam para um disparo da taxa para 3,7%. |
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