Resultados da Alcoa dão ânimo a Wall Street

Os futuros dos índices de acções norte-americanas seguem em alta após a apresentação de resultados pela Alcoa que reportou prejuízos inferior ao previsto por analistas. O maior produtor de alumínio do mundo sobe 4,3% na Europa.
Hugo Paula 09 de Julho de 2009 às 13:27

Os futuros dos índices de acções norte-americanas seguem em alta após a apresentação de resultados pela Alcoa que reportou prejuízos inferior ao previsto por analistas. O maior produtor de alumínio do mundo sobe 4,3% na Europa.

Os futuros do S&P 500 com maturidade em Setembro subiram 0,86% para 879,50 pontos e os do Nasdaq-100 avançaram 0,62% para 1.413,25 pontos. Os futuros do Dow Jones Industrial Average ganharam 0,6% para 8.164 pontos.

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A Alcoa avançou 4,3% para 9,87 dólares na Alemanha. O prejuízo reportado pela empresa foi de 25 cêntimos de dólar por acção, melhor que os 38 cêntimos previstos, em média, pelos analistas.

“É um começo” disse à Bloomberg o director da Capital Spreads sedeada em Londres. “Quaisquer números que sejam melhor do que esperado são bons números. Por isso estamos a beneficiar disso”, acrescentou.

A maior parte das acções caiu ontem nos Estados Unidos com o receio de que os resultados do segundo trimestre desapontassem os investidores, a sobrepor-se à apresentação de um plano do Tesouro que visa remover 40 mil milhões de activos tóxicos das empresas financeiras. O S&P 500 caiu 7% desde 12 de Junho com preocupação de que o ritmo de subida de mais de 40% das acções tivesse ultrapassado as perspectivas de retoma económica.

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Os analistas prevêem uma queda nos lucros de 34%, em média, para as empresas do S&P 500 no último trimestre e que venham a diminuir 21% de Junho a Setembro, depois de terem afundado 33% no primeiro trimestre do ano, segundo a Bloomberg.

Ainda que o S&P 500 tenha ganho 15% no segundo trimestre, com o melhor desempenho desde 1998, o avanço parou em Junho e o índice registou uma subida de apenas 0,1% nesse mês.

Os investidores estão a pagar 14 vezes os resultados das empresas do S&P 500 nos últimos 12 meses. Um valor que compara com 15,5 vezes os resultados das empresas a 2 de Junho, o valor mais caro desde Outubro.

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O Goldman Sachs subiu de 138,55 dólares para 142,53 dólares ao ver a sua recomendação ser revista em alta pelo Bank of America, que considera que os resultados do banco para o segundo trimestre deverão bater as expectativas e também alterou o seu preço-alvo de 144 dólares para 175 dólares.

A 3Com, que faz aplicações para a Internet e “software” de gestão e a Helen Of Troy dona das marcas de cuidados para o cabelo, Vidal Sasson e Revlon, apresentam resultados hoje.

A Chevron, segunda maior petrolífera americana subiu 0,6% para 63,16 dólares a acompanhar a subida dos futuros de petróleo, com entrega em Setembro, que sobem 1,9% de um mínimo de sete semanas para 61,25 dólares por barril, em Nova Iorque. A Kennametal, que fornece ferramentas para as indústrias mineira e eléctrica caiu 7,3% para 15,90 dólares ao negociar após o fecho das bolsas em Nova Iorque. A empresa planeia vender acções para angariara capital para pagar dívida.

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O mercado estará atento aos dados semanais dos pedidos de subsídio de desemprego, às 13h30 em Lisboa.

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