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IMF – Economias verificam contrações recorde no 2º trimestre

Economia mexicana contrai 17%, recuperação só em 2022; Economias registam contrações recorde no 2º trimestre; Crude fecha semana em queda, mas permanece a lateralizar próximo dos $40; Dólar fraco e baixas taxas de juro levam ouro para máximos históricos

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Economia mexicana contrai 17%, recuperação só em 2022

A economia mexicana contraiu 17,3% q/q no segundo trimestre de 2020 – a maior queda desde que há registo. Indo ao encontro das previsões dos economistas, um dos cinco membros do conselho do Banco Central do México indicou que o PIB poderá contrair entre 8,5% e 10,5% este ano. Os gastos com turismo, transporte e restaurantes permaneceram muito abaixo dos níveis esperados até o final de julho, segundo Gerardo Esquivel, membro do conselho do Banco. Ainda sobre o futuro da economia, o vice-ministro das Finanças, Gabriel Yorio, expressou confiança de que a economia comece a recuperar nos três meses até setembro, e enfatizou que a recuperação para níveis pré-pandémicos depende em grande parte da criação e distribuição de uma vacina eficaz contra a doença. De acordo com um documento do ministério, o Governo projeta que até o final de 2020 o peso seja negociado a 22,1 pesos por dólar americano. Também vê a produção de petróleo do México em 1.744 milhões de barris por dia até o final do ano, a um preço médio de $34,4 por barril para a cesta de exportação do país. Relativamente ao Eur/Mxn, o par recuperou das perdas do início da última semana, e volta a cotar próximo dos 26 pesos – máximos de mais de dois meses.

Tecnicamente, o Eur/Mxn apresenta uma tendência de alta, à medida que transaciona dentro do canal de tendência ascendente. Os indicadores técnicos suportam esta perspetiva bullish para o par, sugerindo que este venha a dar continuidade aos ganhos no curto-prazo, tendo como próxima resistência os 100% de retração de fibonacci (27,75 pesos).


Economias registam contrações recorde no 2º trimestre

A última semana foi bastante preenchida. Começando pela reunião da FED, não foram realizadas qualquer tipo de alterações à política monetária, tendo sido deixadas inalteradas as taxas de juro diretoras no intervalo entre 0% e 0,25%, com indicação de que se irã assim manter. A FED está confiante que "a economia tenha conseguido enfrentado os eventos recentes e está no caminho de alcançar o pleno emprego e a estabilidade dos preços". No entanto, a instituição liderada por Jerome Powell reiterou a sua disponibilidade em utilizar a totalidade do seu leque de ferramentas para apoiar a economia, indicando que o futuro de esta dependerá significativamente da evolução do vírus. Já o final da semana ficou marcada pela divulgação de contrações históricas na atividade económica um pouco por todo o mundo, como resultado da pandemia. Nos EUA, o PIB registou uma queda de 32,9% em termos anualizados, a maior desde que há registo. A tendência foi semelhante em território europeu, tendo a atividade económica da ZE caído 12,1% em cadeia, com a Alemanha, Espanha, França e Itália a contrair 10,1%, 18,5%, 13,8% e 12,4% respetivamente. Portugal não foi exceção à regra, tendo o PIB luso contraído 14,1% em cadeia. Se é certo que desde maio se assiste a uma abertura progressiva, a evolução para os próximos trimestres não é muito encorajadora, visto que o turismo continua e continuará a ser residual e quer os serviços quer os pontos de venda estão e estarão com menos atividade do que o habitual.

Tecnicamente, o Eur/Usd deu continuidade aos ganhos, acabando por quebrar a resistência dos $1,18, chegando mesmo a cotar acima de $1,19 na sexta feira. A perspetiva técnica ainda é bullish, mas a correção de sexta-feira foi relevante. Ainda assim, é provável um teste à importante resistência dos $1,20 após a consolidação/correção em curso.


Crude fecha semana em queda, mas permanece a lateralizar próximo dos $40

O crude encerrou a semana com uma variação negativa. O aumento de casos de coronavírus em todo o mundo pressiona a procura pela matéria-prima, numa altura em que os principais produtores vão colocar mais petróleo no mercado, após os membros da OPEP+ acordarem em reduzir o seu esforço de corte da produção a partir de 1 de agosto. Um conjunto de fracos dados macroeconómicos dos EUA também contribuem para a queda dos preços. No entanto, o enfraquecimento do dólar e a queda dos inventários norte-americanos de crude na semana passada, com as reservas a diminuírem em 10,6 milhões de barris, para 526 milhões, continuam a fornecer algum suporte à matéria prima.

Tecnicamente, não existem muitas novidades a reportar sobre o crude. A matéria-prima tem tentando afastar-se dos $40 nas últimas semanas, mas ainda não conseguiu obter sucesso. O MACD inverteu o sinal de compra o que poderá sinalizar uma correção em baixa no curtíssimo-prazo. Não obstante, as perdas poderão ser temporárias, visto que os $36 tem oferecido amplo suporte ao ouro negro, podendo vir a verificar-se uma lateralização entre este nível e os $40 no curto-prazo.


Dólar fraco e baixas taxas de juro levam ouro para máximos históricos

O ouro encerrou a semana com fortes ganhos, sendo esta a oitava semana consecutiva de variação positiva, fechando ainda o mês com ganhos mais acentuados dos últimos quatro anos. O metal precioso renova máximos históricos, testando já níveis próximos dos $2000/onça. O clima de incerteza em relação à duração e aos efeitos da pandemia, um dólar mais fraco e baixas taxas de juro continuam a impulsionar o metal precioso. Destaque ainda para a Goldman Sachs, que reviu em alta o preço-alvo do metal precioso para os próximos 12 meses, de 2.000 dólares para os 2.300 por onça.

A nível técnico, após ter quebrado o suporte dos $1750 no final do último mês, o metal tem vindo a acumular ganhos desde então, tendo atingido máximos históricos acima dos $1900, assim, o ouro apresenta uma tendência de alta para o curtíssimo-prazo. Os indicadores técnicos, nomeadamente o MACD apresentam sinal de compra, sugerindo um novo teste aos $2000/onça em breve.



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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