Dona da bolsa de Lisboa lucra 643 milhões. Volume de negociação de ações cresce mais de 10%

A Euronext superou o anterior recorde de lucros registado no ano passado. As atividades não relacionadas com o volume de negociação representaram mais de metade das receitas.
Stéphane Boujnah é o CEO da Euronext, a dona da gestora da bolsa de Lisboa.
Fábio Poço/Movephoto
Diogo Mendo Fernandes 18 de Fevereiro de 2026 às 16:45

A dona da gestora da bolsa de Lisboa, a Euronext, registou lucros atribuíveis aos acionistas de 642,9 milhões de euros em 2025, superando o , ao apontar um aumento de 9,8%. A empresa justifica o crescimento com base na expansão do segmento de negócio que não está relacionado com volumes de negociação, "trading" resiliente, receitas da atividade de "clearing" (processos realizados para garantir a liquidação e a compensação de transações financeiras entre as partes envolvidas, conhecidos como câmaras de compensação) e disciplina de custos.

Depois de um ano em que a Euronext comprou a , aumentando a presença nos países nórdicos, passou a ter um mercado de ETF integrado e adquiriu a , o CEO da Euronext, Stéphane Boujnah, promete novos produtos em 2026. Entre os mencionados estão os futuros sobre contratos de energia até março de 2026, a expansão do , ou seja, operações financeiras de empréstimos de curto prazo com garantias até junho, bem como o controlo sobre a liquidação de contratos de ações em Amesterdão, Bruxelas e Paris até setembro.

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Stéphane Boujnah salienta que 2025 marcou um "excelente início do plano estratégico 'Innovate for Growth 2027'" e aplaude a "proposta ambiciosa da Comissão Europeia para acelerar a concretização da União da Poupança e do Investimento".

O resultado líquido ajustado foi de 736,5 milhões de euros, o que representa um crescimento de 7,9% face ao ano anterior, enquanto os lucros por ação ajustados aumentaram 10,3% para 7,27 euros. O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) ajustado subiu 13,6% para 1.143,1 milhões de euros.

As receitas continuaram a crescer a dois dígitos, 12,1%, para 1.823,2 milhões de euros. A atividade que não está relacionada com os volumes de negociação representou 59% da faturação, com crescimentos nos três segmentos: serviços de gestão de valores mobiliários, soluções de dados e mercados de capitais e resultados de tesouraria. O restante é proveniente da negociação em mercado de ativos de renda fixa, câmbio e "commodities", cuja receita cresceu 16,2% para 342,8 milhões de euros, ao passo que os volumes robustos do mercado acionista elevaram as receitas deste segmento em 11,7% para 410 milhões de euros.

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Assim, a Euronext vai propor um dividendo de 321,5 milhões de euros, de cerca de 50% dos lucros de 2025, o que representa um aumento de quase 10% comparado com 2024.

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