pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Euronext espera entradas em bolsa "sem precedentes" de empresas do setor da defesa

Depois de a checa CSG ter protagonizado o maior IPO do setor da defesa no mundo, Stephane Boujnah, CEO da gestora da bolsa de Lisboa, espera que mais empresas se juntem. Há pelo duas que já revelaram planos para abrir o capital.

Stéphane Boujnah é o CEO da Euronext, a gestora da bolsa de Lisboa.
Stéphane Boujnah é o CEO da Euronext, a gestora da bolsa de Lisboa. Fábio Poço/Movephoto
11:37

O CEO da Euronext, Stephane Boujnah, antecipa um número "sem precedentes" de empresas do setor da aeroespacial e de defesa a caminho da bolsa este ano. Em entrevista à Bloomberg, o responsável da gestora da bolsa de Lisboa diz que o grupo Euronext se pretende assumir como um "hub" para as empresas europeias e que se tem focado ultimamente no que considera ser o "novo ESG": energia, segurança e geoestratégia.

Sem querer confirmar quantas empresas deste setor estão em fila de espera para realizarem as suas ofertas públicas iniciais (IPO, na sigla em inglês), Boujnah recordou o IPO bem sucedido do Czechoslovak Group (CSG) que protagonizou o . O grupo com sede em Praga escolheu Amesterdão, uma bolsa gerida pela Euronext, para abrir o capital e conseguiu captar 3,3 mil milhões de euros. Entre as empresas que já revelaram estar a preparar uma entrada em bolsa está a KNDS, uma fabricante de equipamento militar franco-alemã, e a sueca Kongsberg que pretende realizar um "spin-off" e um IPO da sua unidade de negócio mariítima.

Esta é também uma oportunidade para a operadora pan-europeia de aproveitar o maior apetite de investidores de todo o mundo pelas cotadas do continente. Boujnah descreveu uma tendência em que a Europa se tem tornado mais atrativa, como diversificadora da exposição aos Estados Unidos (EUA), por parte de investidores do Golfo Pérsico e da Ásia. O CEO da Euronext detalhou que o mercado está a olhar para os EUA como um "ambiente assustador", com "demasiada volatilidade na tomada de decisão" e "demasiada incerteza" em termos de tarifas, inflação e "justiça das relações empresariais".

O CEO da Euronext diz mesmo que "o resto do mundo está a fazer o luto dos EUA porque já não é reconhecível".

O grupo europeu concluiu em meados de novembro uma oferta pública de aquisição (OPA) da bolsa da Grécia, em que . A Euronext, que opera atualmente as bolsas portuguesa, francesa, neerlandesa, italiana, belga, irlandesa e norueguesa espera que a compra gere sinergias de caixa anuais de 12 milhões de euros até ao final de 2028, embora os custos de implementação associados sejam estimados em 25 milhões. A previsão é de que a operação fique concluída no final deste ano. Stephane Boujnah antecipa mais consolidação, embora sem detalhar se está a olhar para outras bolsas do velho continente.

Ver comentários
Publicidade
C•Studio