PT SGPS disparou a dois dias da assembleia-geral decisiva
As acções da PT SGPS terminaram a sessão desta terça-feira a valorizar 9,02% para 66,5 cêntimos, numa sessão em que os títulos da empresa chegaram mesmo a disparar 11,15%. Trata-se da maior subida diária registada desde 10 de Novembro de 2014.
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Depois de cinco sessões consecutivas a desvalorizar, tendo mesmo os títulos da PT SGPS negociado, esta segunda-feira, no mínimo histórico de 57 cêntimos por acção, a empresa voltou esta terça-feira a negociar em terreno positivo, o que permitiu recuperar parte das perdas registadas nas últimas sessões. Na sessão desta terça-feira foram transaccionados cerca de 14 milhões de acções da empresa, valor que compara com a média diária dos últimos seis meses que se situa em torno dos 11,7 milhões.
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Esta é uma semana decisiva para a PT SGPS, quando se aproxima a assembleia-geral agendada para esta quinta-feira, isto depois do adiamento decretado pela Comissão do mercado de Valores Mobiliários (CMVM), ainda na semana passada, argumentando que os accionistas não dispunham de informações necessárias à votação do negócio que envolve a venda da PT Portugal à Altice.
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Na agenda para a reunião de accionistas da empresa continua a figurar a votação sobre a venda da PT Portugal, que é dona do serviço MEO e é uma empresa 100% detida pelos brasileiros da Oi, aos franceses da Altice.
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A PT SGPS controla de forma directa e indirecta 39,73% da Oi, numa altura em que decorre um processo de fusão que implicará a criação da CorpCo, da qual a PT SGPS passará a controlar 25,6%. Esta segunda-feira, também as acções da Oi seguem a valorizar 2,80% para 5,14 reais, confirmando assim a tendência para uma sintonia no comportamento bolsista da empresa brasileira e da PT SGPS.
Entretanto é o Sindicato dos Trabalhadores do grupo PT (STPT) a solicitar ao presidente da mesa da assembleia-geral, António Menezes Cordeiro, que desconvoque o encontro de accionistas. O STPT, que também é accionista da PT, afirmou ao Negócios ter alertado a CMVM para a falta de informação que ainda se mantém relativamente à venda da PT Portugal à Altice mas também sobre a reversão da fusão entre a PT SGPS e a Oi.
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Antes, já havia sido o antigo presidente da PT SGPS, Henrique Granadeiro, numa missiva dirigida ao polícia dos mercados, a assegurar que Zeinal Bava, então presidente da PT Portugal e da Oi, tinha conhecimento do investimento de pelo menos 697 milhões de euros da PT SGPS na Rioforte, uma holding da área não financeira do Grupo Espírito Santo (GES).
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