Wall Street termina no verde com investidores a anteciparem nova ronda de negociações EUA-Irão
Os principais índices norte-americanos encerraram a primeira sessão da semana em território positivo, apesar de até terem arrancado a negociação no vermelho, num dia em que os investidores estão a reagir com algum otimismo às garantias de Donald Trump, Presidente dos EUA, de que as negociações entre o país e o Irão vão continuar. Na Casa Branca, e dirigindo-se aos jornalistas, o líder da maior economia do mundo assegurou que Teerão quer "fazer um acordo" e que até contactou Washington durante a manhã para retomar as conversações interrompidas durante o fim de semana. Para já, a República Islâmica não confirmou ou desmentiu estes contactos.
Neste contexto, o S&P 500 terminou a sessão com ganhos de 1,02% para 6.886,24 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite acelerou 1,23% para 23.183,74 pontos e o industrial Dow Jones valorizou 0,63% para 48.218,25 pontos. Os três índices arrancaram a negociação com perdas, pressionados pelo anúncio de Trump de que os EUA iriam bloquear a passagem de navios no estreito de Ormuz pelos portos iranianos, na sequência das conversações falhadas no Paquistão.
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"Os investidores estão claramente exaustos com o conflito, e isso é visível na fraca reação do mercado às más notícias", explica Mark Hackett, estratega-chefe de mercados da Nationwide, citado pela Bloomberg. "O foco está a começar a voltar-se para os fundamentais, onde os lucros continuam a ser favoráveis e, com as instituições já à margem, há simplesmente menos para vender", refere ainda.
O bloqueio ordenado pelo Presidente dos EUA ainda levou os preços do petróleo a voltarem a negociar acima dos 100 dólares por barril, mas as garantias de que um acordo ainda poderia chegar a bom porto voltaram a pressionar o crude para o nível inferior dessa marca. Por agora, "o bloqueio vai ser aplicado de forma imparcial a todas as embarcações, de todas as nações, que entrem ou partam de portos iranianos e zonas costeiras, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Arábico e no Golfo de Omã", lê-se num comunicado citado pela Bloomberg.
A época de resultados pode ser um importante catalisador para devolver o otimismo aos mercados, mas o primeiro passo dado esta segunda-feira por parte do Goldman Sachs não foi muito animador. O gigante da banca norte-americana até registou o melhor trimestre em cinco anos, mas acabou por ver as suas ações caírem 1,87% para 890,79 dólares, depois de as receitas com a negociação FICC (obrigações, câmbio e matérias-primas) terem acabado por ficar abaixo das expectativas, fixando-se nos 4,01 mil milhões de dólares - menos 800 milhões do que o esperado pelo consenso de mercado.
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Entre as principais movimentações de mercado, a Allogene Therapeutics disparou 12,32% para 3,06 dólares, atingindo máximos de dois anos, após dados preliminares terem demonstrado que a terapia da empresa contra o cancro do sangue reduziu o risco de reincidência da doença nos casos analisados. Já a Albemarle, a maior produtora de lítio do mundo, escalou 6,79% para 185,43 dólares, depois de a casa de investimento Oppenheimer ter elevado o "target" da empresa de 216 para 222 dólares.
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