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A Tesla é "tão grande" que entrada no S&P 500 pode ter de ser faseada

A fabricante de veículos elétricos vai passar a negociar no Standard & Poor’s 500 a partir de 21 de dezembro deste ano, segundo o anúncio feito nesta segunda-feira à noite. No entanto, dada a sua dimensão, a entrada no índice pode requerer duas fases.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 17 de Novembro de 2020 às 07:20
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A Tesla vai integrar o S&P 500 a partir de 21 de dezembro próximo. Depois de uma longa espera, uma vez que desde julho que cumpria os requisitos para ser cotada naquele índice, a fabricante norte-americana de veículos elétricos disparou em bolsa com a notícia dada na segunda-feira à noite pela S&P Global, seguindo a disparar mais de 13% no "after hours" do índice tecnológico Nasdaq.

 

A empresa liderada por Elon Musk (na foto) será uma das 10 cotadas mais valiosas do Standard & Poor’s 500, tendo em conta o seu preço de fecho desta segunda-feira no Nasdaq, quando fixou uma capitalização bolsista de 386,83 mil milhões de dólares.

 

Mas a sua cobiçada entrada no S&P 500 pode não ser simples e poderá exigir que seja feita em duas fases, alerta a Bloomberg.

 

"Normalmente, o processo de entrada de uma empresa no S&P 500 é muito simples. Uma empresa entra, outra sai. Mas, tal como quase tudo o que tem a ver com a fabricante liderada por Elon Musk, com a Tesla é complicado", refere a agência noticiosa.

 

E porquê? "Com um valor de mercado de quase 390 mil milhões de dólares, a Tesla será a maior empresa alguma vez adicionada a este índice. Se entrar de uma só vez, isso obrigará os fundos de rastreamento de índices a grandes contorcionismos – segundo algumas estimativas, esses fundos terão de vender para cima de 40 mil milhões de dólares de ações de outras constituintes do S&P 500 de modo a conseguirem arranjar espaço", explica.

 

Tendo em conta este problema, a entidade que gere este índice – a S&P Dow Jones Indices – está a ponderar proceder à entrada da Tesla em duas fases.

 

"Esta decisão tem um grande impacto. Só um diálogo aberto com os investidores é que ajudará. Não se pode colocar uma empresa deste nível como se se estivesse a integrar qualquer outra empresa. Os tempos mudaram e a magnitude das ações que estão a ser adicionadas aos índices também mudou", comentou à Bloomberg um analista da S&P Dow Jones, Howard Silverblatt, que não faz parte do comité que decide quem entra e quem sai do índice.

 

Seja de que forma for, de uma só vez ou em duas fases, o certo é que depois de vários meses de especulação, a empresa – agora com 17 anos – vai finalmente integrar o S&P 500.

 

Em julho, ao apresentar os resultados do segundo trimestre, a Tesla reportou o quarto trimestre consecutivo de lucros, no contexto da GAAP (ou seja, com a aplicação das normas contabilísticas), tornando assim as suas ações elegíveis para integrarem o S&P 500.

 

No entanto, a 5 de setembro, a S&P Dow Jones Indices acabou por não aprovar esta entrada, o que surpreendeu o mercado e levou as ações a afundarem mais de 21% na sessão seguinte.

 

Nessa altura não foi apresentada qualquer justificação para a não admissão da Tesla no índice, nem isso teria de ser feito – porque, mesmo quando uma empresa cumpre os requisitos de entrada, o "comité do índice" da S&P Dow Jones Indices pode optar por não dar luz verde.

 

O referido comité reúne-se trimestralmente para reavaliar índice, mas as empresas podem ser integradas ou retiradas do S&P a qualquer momento.

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