pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Adiamento das previsões de cortes de taxas e tecnológicas deixam Wall Street no vermelho

Apesar de terem reagido inicialmente com algum entusiasmo aos robustos dados da criação de emprego, os investidores acabaram por reduzir a sua exposição ao risco. Mercado de trabalho mais resiliente do que antecipado adia novo corte nos juros.

Um corretor da bolsa de Wall Street acompanha as ações.
Um corretor da bolsa de Wall Street acompanha as ações. AP/Richard Drew
21:15

Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão desta quarta-feira divididos em território negativo, num dia em que foi revelado que a criação de emprego em janeiro ficou bastante acima das expectativas dos analistas, indicando um mercado laboral mais resiliente do que antecipado. Embora as ações tenham reagido, inicialmente, com entusiasmo à notícia, as empresas acabaram por perder o fôlego em bolsa ao longo da sessão, pressionadas por um menor otimismo em torno do número de cortes que a Reserva Federal (Fed) vai fazer este ano. 

O S&P 500 terminou a negociação na linha d'água, com um deslize de 0,01% para 6.941,47 pontos, enquanto o industrial Dow Jones caiu 0,13% para 50.121,40 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite perdeu 0,16% para 23.066,47 pontos. O setor da tecnologia continua a centrar atenções, com as ações de software a serem pressionadas por receios de que a inteligência artificial possa vir a suplantar os modelos de negócio mais tradicionais. 

, mais do que era antecipado, com a taxa de desemprego a cair para 4,3%. Após um ano de crescimento do desemprego e de poucas contrações, estes dados - que deveriam já ter sido lançados na sexta-feira mas foram adiados devido a um "shutdown" parcial do Governo - sugerem que o mercado laboral está a conseguir reverter a tendência.

"A recuperação [nas ações] após o relatório da criação de emprego foi um pouco surpreendente, uma vez que a Fed tem tido recentemente um foco maior no mercado laboral do que na economia", explica Mark Hackett, estratega-chefe da Nationwide, à Bloomberg. "A liquidação de posições foi impulsionada pelo setor tecnológico, que segue o padrão registado nos últimos meses", acrescenta. 

A atenção dos investidores vira-se agora para a evolução do índice dos preços no consumidor, que deverá ser divulgado na sexta-feira. Os economistas antecipam que a inflação tenha desacelerado de 2,7% para 2,5% em janeiro - e qualquer valor muito próximo ou até inferior a este número leva os analistas do JPMorgan a apostarem que o S&P 500 vai responder com valorizações. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Moderna afundou 3,54%, após a gigante farmacêutica ter revelado que o regulador norte-americano recusou-se a analisar o seu pedido para uma vacina experimental contra a gripe, a mRNA-1010. Já a companhia de seguros Humana ganhou 3,23%, depois de ter conseguido que os seus resultados ficassem acima da expectativa dos analistas.

Já a Paramount avançou 1,57%, depois de o investidor ativista Ancora Holdings ter revelado que está a construir uma participação de quase 200 milhões de dólares na Warner Bros. para se opor ao acordo do estúdio centenário com a Netflix, preferindo a proposta da empresa liderada por David Ellison. Por sua vez, a Warner Bros. ganhou 0,67% e a gigante do streaming perdeu 3,14%.

Ver comentários
Publicidade
C•Studio