Coimbra mantém medidas até sábado. Governo acelera nova barragem
Esta quarta-feira o mau tempo atingiu uma nova fase com a rutura de um dique no Mondego junto à autoestrada que liga Lisboa e Porto (A1), que foi cortada em ambos os sentidos numa extensão de nove quilómetros. Medidas preventivas em Coimbra manter-se-ão até sábado.
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Num dia em que as situações mais complicadas ocorreram na região de Coimbra, a rutura de um dique no rio Mondego levou mesmo, durante a tarde, à interrupção da circulação na principal autoestrada do país numa extensão de nove quilómetros.
Ao final do dia, numa conferência de imprensa em que estiveram presentes o Presidente da República, o primeiro-ministro, a ministra do Ambiente, o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e os autarcas de Coimbra e Montemor-o-Velho, a mensagem foi de que não há motivos para alarmismos, mas que a vigilância e a preparação não pode afrouxar.
Luís Montenegro indicou que apesar de se prever uma melhoria das condições meteorológicas para hoje, na sexta-feira deverá ocorrer novo agravamento. Assim, apelou a que todos respeitem as indicações das autoridades, nomeadamente na retirada das suas habitações.
O líder do Governo - que agora tutela a Administração Interna - disse que as cheias são lentas mas o “escoamento das águas ainda será mais lento”. E, alertou que podem haver mais ruturas no dique.
Barragem acelerada
A situação deixou a nu que as duas barragens atuais “não são suficientes” para controlar o caudal do Mondego, pelo que o Governo decidiu avançar já com a construção da barragem de Girabolhos, adiantou a ministra do Ambiente. O concurso deverá ser lançado até final de março.
Nesse sentido, o Executivo fixou o prazo máximo de final de março para a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para lançar o procedimento.
Evacuações em Coimbra mantêm-se até sábado
A presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, frisou que as zonas evacuadas no concelho irão manter-se nessa situação até uma reavaliação na manhã de sábado.
A autarca salientou ainda o auxílio prestado pelos militares, referindo que “o Exército e os Fuzileiros chegaram a nós sem os termos chamado”.
Marcelo diz que também há riscos noutros locais
Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de lembrar que este não foi “um fenómeno isolado” e que já se sabia que “mais dia menos dia” iria haver cheias.
O chefe de Estado lembrou que a prevenção começou com o diálogo com Espanha. E terminou com uma mensagem de incentivo: “é vencível. Tanto quanto a natureza é vencível. Nunca, nunca desanimar”. “Estamos a responder bem. Estamos a responder o melhor que é possível”, concluiu.
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