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Apertar de regras na China leva rival do TikTok e Didi a perdas após IPO

Três tecnológicas chinesas lideram as quedas após IPO este ano, com significativas desvalorizações em bolsa. As constantes alterações no tema da regulação justificam alguns dos tombos.

A chinesa Didi estreou-se na bolsa norte-americana na semana passada, com um valor de mercado de 68 mil milhões de dólares.
Reuters
Cátia Rocha catiarocha@negocios.pt 07 de Outubro de 2021 às 13:38
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As três maiores perdas após a estreia em bolsa em 2021 pertencem a tecnológicas chinesas, tudo devido às constantes alterações de regras vindas de Pequim. De acordo com as contas feitas pela Bloomberg, que analisou 36 companhias que arrecadaram 1,5 mil milhões de dólares em IPO, a Kuaishou Tehcnology, a rival da aplicação de vídeos curtos TikTok, arrecada o estatuto de empresa que mais desvalorizou depois do IPO.

A empresa já caiu quase 80% este ano desde que fez a estreia em Hong Kong, em fevereiro deste ano. A empresa disponibiliza uma aplicação de "streaming" de vídeos na China continental, marcando na altura a maior IPO de estreia desde a colocação da Uber em bolsa.

A oferta pública inicial da empresa atraiu na altura 5,4 mil milhões de dólares. Os títulos dispararam 161% na estreia em Hong Kong, mas desde então têm estado a desvalorizar: em fevereiro, as ações rondavam os 398 dólares dólares de Hong Kong; na sessão desta quinta-feira, fecharam nos 86,25 dólares de Hong Kong.

Já a Didi, responsável pela plataforma de mobilidade que domina na China, também está entre as empresas que mais desvalorizaram após o IPO. E, também neste caso, a regulação de Pequim pesou. O IPO da empresa, realizado este ano em Wall Street, não terá agradado aos reguladores chineses, levando a que o registo de novos utilizadores na app fosse bloqueado, por exemplo.

A empresa já caiu 54% este ano, desde que se estreou em Wall Street em julho último. Os títulos da empresa, que valiam 15,53 dólares em julho, negoceiam agora nos 7,58 dólares.

A chinesa Bilibili, que também opera na área dos vídeos no mercado chinês, quase como uma espécie de "YouTube chinês", completa este trio de tombos. Os títulos da empresa desvalorizaram quase 40% este ano, após o IPO no final de março, em Hong Kong.
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