Bolsa BCP dispara quase 4% mas não segura o PSI-20

BCP dispara quase 4% mas não segura o PSI-20

A bolsa nacional encerrou em queda pela terceira sessão consecutiva, tendo chegado a tocar em mínimos do final de agosto, com a maioria das empresas com sinal vermelho.
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Rita Faria 03 de outubro de 2019 às 16:50

O BCP fechou a sessão desta quinta-feira, 3 de outubro, com uma forte subida que não foi, contudo, suficiente para manter o PSI-20 à tona. O principal índice nacional encerrou em queda pela terceira sessão consecutiva, com uma descida de 0,34% para 4.865,83 pontos, depois de ter chegado a tocar no valor mais baixo desde 30 de agosto.

Das 18 empresas que formam o PSI-20, 11 fecharam em queda, uma inalterada e apenas seis em alta: além do BCP, só a EDP, a Mota-Engil, a REN, os CTT e a Pharol valorizaram.

Na Europa, os principais índices seguem com ganhos muito ligeiros, com as bolsas a refletirem os receios em torno da desaceleração global, alimentados por mais uma frente de batalha na guerra comercial – agora entre os Estados Unidos e a União Europeia – e novos dados económicos negativos vindos do outro lado do Atlântico. Depois de ter sido conhecido que a atividade industrial nos Estados Unidos caiu para mínimos de mais de dez anos, hoje foi revelado que também os serviços cresceram ao ritmo mais lento em três anos, no mês de setembro.

Na frente comercial, os Estados Unidos decidiram avançar com novas tarifas de 25% sobre uma série de bens importados da União Europeia e Bruxelas já ameaçou retaliar. Com a disputa entre os Estados Unidos e a China ainda por resolver, é mais um foco de tensão que está a abalar o sentimento do mercado e a gerar preocupações sobre as perspetivas de crescimento global.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, sobe 0,06% para 377,74 pontos.  

Na bolsa nacional, as perdas foram motivadas sobretudo pela EDP Renováveis, Jerónimo Martins, Galp Energia e cotadas do setor do papel.

A empresa liderada por Manso Neto caiu 1,43% para 9,64 euros, a Jerónimo Martins cedeu 1,14% para 14,775 euros e a Galp perdeu 1,34% para 13,255 euros, acompanhando a queda do petróleo nos mercados internacionais.

No setor do papel, a Navigator cedeu 2,77% para 3,020 euros, a Altri desceu 2,92% para 5,65 euros e a Semapa desvalorizou 1,57% para 11,28 euros - o valor mais baixo desde novembro de 2016 – com as empresas a serem penalizadas pela desvalorização do dólar.

Do lado dos ganhos destacou-se o BCP, com uma valorização de 3,87% para 19,07 cêntimos, no dia em que foi conhecido o veredicto do Tribunal de Justiça da União Europeia sobre a conversão de créditos na Polónia.

O Tribunal deu razão aos clientes, mas decidiu que serão os tribunais locais a decidirem, caso a caso, sobre as cláusulas consideradas abusivas. O processo está, contudo, longe de estar fechado. Os analistas consideram que a decisão do tribunal é "vaga" e "aberta a interpretações" e antecipam que a banca polaca poderá optar por renegociar contratos, para não entrar em disputas em tribunal.




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