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Bolsa de Itália sobe mais de 1% e juros afundam para mínimos de mais de um ano

Itália está a beneficiar, tal como os congéneres europeus, do sentimento positivo que se gerou com a escolha de Lagarde para a presidência do BCE. Mas Roma tem um catalisador extra: a revisão das contas públicas, que deverá evitar sanções da Comissão Europeia.

Reuters
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 03 de Julho de 2019 às 11:55
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A bolsa italiana está a subir mais de 1%, enquanto os juros estão a afundar para mínimos de 2018. A justificar esta evolução estão dois fatores: a escolha de Christine Lagarde para liderar o Banco Central Europeu (BCE) e a revisão em baixa da meta do défice, que deverá evitar sanções da Comissão Europeia.

 

A escolha de Lagarde, atual diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), para suceder a Mario Draghi no BCE está a gerar otimismo entre os investidores, uma vez que a responsável é defensora do apoio dos bancos centrais ao crescimento da economia, pelo que é esperado que a responsável reforce a política de estímulos da autoridade monetária do euro.

 

E é esta expectativa que está a elevar as bolsas europeias, com o Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, a negociar em máximos de julho de 2018.

 

E, claro, Itália beneficia deste contexto. O principal índice bolsista italiano está a apreciar 1,38% para 21.688,66 pontos, recuperando para níveis de maio.

 

Mas a contribuir para esta evolução está também o anúncio feito ontem pelo primeiro-ministro italiano. Giuseppe Conte (na foto) revelou que Roma está encaminhada para atingir um défice de 2,04% do produto interno bruto (PIB) este ano. Ou seja, Itália desceu a previsão do défice, que tinha sido colocada em 2,4%, algo que aumentou a tensão com Bruxelas, levando a Comissão Europeia a ameaçar aplicar sanções pelo não cumprimento das metas de contas públicas.

 

Fonte oficial da União Europeia reagiu esta quarta-feira considerando que o novo plano orçamental de Itália tem uma "melhoria considerável", de acordo com a Reuters, o que poderá fazer com que os responsáveis europeus não avancem com sanções contra Roma.

Este contexto está a contribuir para uma queda pronunciada dos juros italianos, que contam já com a ajuda da escolha de Lagarde.

 

A taxa de juro implícita na dívida a 10 anos de Itália está a descer 12 pontos base para 1,716%, o que representa um mínimo de abril de 2018. E a "yield" associada às obrigações a dois anos recuou para valores negativos pela primeira vez desde maio do ano passado.

(Correção: Onde se lia diretora geral da AdC deve ler-se do FMI)

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