Mercados num minuto Abertura dos mercados: Efeito Lagarde atira juros de Portugal para 0,28% e coloca bolsas em alta

Abertura dos mercados: Efeito Lagarde atira juros de Portugal para 0,28% e coloca bolsas em alta

Os juros das obrigações europeias estão em queda acentuada, com os investidores a apostarem que Christine Lagarde vai manter a política de estímulos do Banco Central Europeu. A escolha da diretora-geral do FMI para suceder a Draghi está também a impulsionar as bolsas.
Abertura dos mercados: Efeito Lagarde atira juros de Portugal para 0,28% e coloca bolsas em alta
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,37% para 5.168,11 pontos

Stoxx 600 ganha 0,50% para 391,22 pontos

Nikkei desvalorizou 0,53% para 21.638,16 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos caem 6,7 pontos para 0,289%

Euro recua 0,04% para 1,1281 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,21% para 62,53 dólares o barril

 

Bolsas europeias em alta "aplaudem" Lagarde no BCE

As bolsas europeias estão a negociar em alta esta quarta-feira, 3 de julho, com os investidores animados com a escolha de Christine Lagarde, atual diretora-geral do FMI, para suceder a Mario Draghi na presidência do BCE. Lagarde é vista como defensora do apoio dos bancos centrais ao crescimento da economia, pelo que é esperado que a responsável reforce a política de estímulos da autoridade monetária do euro.

 

Além disso, nos Estados Unidos, Donald Trump propôs dois nomes para o Conselho da Reserva Federal que também são vistos como defensores de uma descida dos juros, em linha com o que tem sido defendido publicamente pelo líder da Casa Branca.

 

Estas novidades relacionadas com os bancos centrais estão a animar os mercados, e a compensar o impacto de uma série de dados negativos que têm sido revelados nos últimos dias, com destaque para a evolução da atividade da indústria na Zona Euro.

 

Nesta altura, o índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganha 0,50% para 391,22 pontos, animado sobretudo pelas cotadas do setor da tecnologia e alimentar.

 

Na bolsa nacional, o PSI-20 valoriza 0,37% para 5.168,11 pontos, suportado sobretudo pela Jerónimo Martins, grupo EDP e Galp Energia. A retalhista avança 1,45% para 13,99 euros, depois de ter registado uma forte queda na sessão de ontem, a reagir á intenção do governo polaco de introduzir um novo imposto sobre o retalho a partir de 1 de setembro. A EDP soma 0,62% para 3,416 euros, a EDP Renováveis ganha 0,56% para 8,94 euros e o BCP valoriza 0,55% para 27,60 cêntimos, depois de o Jefferies ter subido o preço-alvo para as ações em 45%, para 32 cêntimos.

 

Juros em forte queda em toda a Europa

As obrigações soberanas europeias estão em forte alta esta quarta-feira, atirando os juros para mínimos históricos em vários países, com os investidores a apostarem que Christine Lagarde no Banco Central Europeu é uma garantia da continuidade da política monetária ultra expansionista do banco central.

A "yield" das obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos está a cair 6,7 pontos base, tendo já tocado num novo mínimo nos 0,289%. Os juros da dívida portuguesa têm renovado mínimos históricos em quase todas as sessões, sendo que ainda ontem tinham quebrado pela primeira vez a barreira dos 0,40% e já está agora abaixo de 0,30%.

Mas os mínimos históricos e as quedas acentuadas não são um exclusivo da dívida portuguesa. O juro das bunds alemãs a 10 anos está a recuar 2,7 pontos base para -0,397%, o que representa o valor mais baixo de sempre. A dívida francesa está também em terreno negativo e em mínimos históricos (cede 3,5 pontos base para -0,094%), enquanto nas obrigações espanholas a taxa desce 6,9 pontos base para 0,217%.

A atual diretora-geral do FMI sempre foi uma defensora de estímulos monetários para impulsionar a economia europeia, pelo que quando suceder a Mario Draghi em outubro não deverá alterar as intenções do banco central adotar mais medidas, como a descida dos juros e novos programas de compras de ativos. Além disso, a escolha de Lagarde afasta o cenário de o BCE ser liderado pelo atual presidente do Bundesbank, o que seria visto como uma alteração de fundo no banco central.

Os juros dos Estados Unidos estão também em queda, com a yield dos títulos a 10 anos em mínimos de 2016 nos 1,95%, depois de Trump ter nomeado Christopher Walter e Judy Shelton para a Reserva Federal, sendo que os dois são vistos como favoráveis a uma descida de juros na maior economia do mundo.

Euro desce pela terceira sessão

No mercado cambial as variações são ligeiras, com a moeda norte-americana em alta ligeira face ao euro e outras divisas mundiais. O índice do dólar avança 0,05% e o euro desce 0,04% para 1,1281 dólares, na terceira sessão em queda da moeda europeia face à divisa norte-americana. Foram hoje revelados dados sobre a Europa que confirmam a debilidade da economia, já que o índice da IHS Markit até aumentou para 52,2, mas persiste em níveis reduzidos.

 

Petróleo sobe com queda das reservas

O petróleo está a negociar em alta ligeira nos mercados internacionais, a reagir aos dados divulgados pelo Instituto do Petróleo Americano que mostram que as reservas de crude dos Estados Unidos voltaram a cair na semana passada, em cerca de 5 milhões de barris. Os dados oficiais da Administração de Informação de Energia serão revelados esta quarta-feira.

 

A matéria-prima está, ainda assim, longe de recuperar da forte queda registada na sessão de ontem – superior a 4% - dia em que as preocupações sobre a evolução da economia global anularam o otimismo com a decisão da OPEP de prolongar os cortes na produção por nove meses.

 

De acordo com a Bloomberg, foi a maior descida do petróleo no seguimento de uma reunião da OPEP desde novembro de 2014.

Em Nova Iorque, o WTI avança 0,28% para 56,41 dólares, enquanto em Londres, o Brent sobe 0,21% para 62,53 dólares.
 

Ouro regressa aos 1.400 dólares

O ouro está a subir pela segunda sessão, tirando partido das notícias relacionadas com os bancos centrais, que apontam para a continuidade de medidas de estímulo nos Estados Unidos e na Europa. O metal precioso valoriza 0,42% para 1.424,56 dólares por onça, estando de novo muito perto dos máximos de seis anos que atingiu no mês passado.    




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