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Bolsa acelera quedas com 15 cotadas no vermelho

Os sectores da banca e energia estão a penalizar a praça portuguesa que caminha para a sexta sessão negativa. O PSI-20 cai perto de 2%.

Bloomberg
Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 09 de Fevereiro de 2016 às 12:50
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Depois de alguma volatilidade no início da sessão, a bolsa de Lisboa acentuou a tendência negativa. Cai quase 2% e só a bolsa grega regista uma desvalorização mais expressiva entre as principais praças europeias. Com 15 cotadas em "terreno" negativo, são os sectores da banca e da energia aqueles que mais pressionam a praça portuguesa.


O PSI-20 cede 1,93% para os 4.679,05 pontos, com 15 cotadas em queda e as restantes duas inalteradas. Nos restantes índices do Velho Continente, a tónica é também negativa, numa sessão de elevada volatilidade. Os investidores estão preocupados com o rumo da economia mundial e o seu impacto nos resultados das empresas. Além disso, também os baixos preços do petróleo têm sido um factor de preocupação.


O sector financeiro tem sido o mais castigado e o índice europeu está a negociar em mínimos de 28 meses, numa altura em que os juros da dívida pública estão a subir. Ao mesmo tempo, surgiram receios em torno do Deutsche Bank que se viu forçado a emitir um comunicado para reassegurar a confiança dos investidores na sua capacidade de cumprir as suas obrigações. As acções do banco afundam quase 39% desde o início do ano


Por cá, também a banca está a ser penalizada. O BCP cai 4,02% para os 0,036 euros, enquanto o BPI cede 1,98% para os 0,989 euros.


Além da banca, também a energia penaliza a praça de Lisboa. A EDP cai mais de 2% para os 2,929 euros, enquanto a EDP Renováveis cede 1,39% para os 6,508 euros. Já a Galp Energia deprecia 0,51% para os 10,795 euros. O BPI subiu a avaliação das acções da empresa de 11,40 euros para 11,80 euros, mas cortou a recomendação de "neutral" para "reduzir".  


Mas as quedas mais expressivas verificam-se no sector da pasta e papel. A Altri recua 4,81% para os 3,086 euros. Já a Semapa cai 4,08% para os 9,88 euros, negociando em mínimos de Dezembro de 2014. E a Portucel desvaloriza 3,57% para os 2,70 euros, transaccionando nos valores mais baixos desde Outubro de 2014.


Nota ainda para o sector do retalho, com a Jerónimo Martins a perder 0,24% para os 12,395 euros e a Sonae SGPS a ceder 2,81% para os 0,933 euros.


Apenas a Impresa e a Teixeira Duarte não sofrem perdas. Seguem inalteradas nos 0,47 euros e 0,273 euros, respectivamente.

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