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Wall Street aprofunda queda após mínimos de 22 meses

Depois de terem negociado em mínimos de 22 meses na segunda-feira, as principais praças norte-americanas voltam a negociar em queda neste início de sessão, acompanhando a tendência registada nos mercados mundiais.

Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 09 de Fevereiro de 2016 às 14:40
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O índice industrial Dow Jones iniciou a sessão desta terça-feira, 9 de Fevereiro, a ceder 0,87% para 15.886,90 pontos, acompanhado pelo Nasdaq Composite que começou o dia a perder 1,33% para 4.226,898 pontos, após este índice ter observado o pior registo de dois dias desde Agosto, o que empurrou o índice tecnológico para próximo do mercado urso, com uma desvalorização de 18% face ao máximo atingido em Julho do ano passado.

 

Também o índice Standard & Poor’s 500 abriu a sessão a desvalorizar 0,7% para 1.840 pontos, depois de ontem ter transaccionado no valor mais baixo dos últimos 22 meses. Numa altura em que a época de apresentação de resultados já vai a mais de meio, cerca de 77% das cotadas que integram o S&P 500 superaram as estimativas sobre os lucros.

 

A desvalorização do petróleo, as preocupações em torno do arrefecimento da economia global, em especial os sinais de abrandamento económico demonstrados pela China, bem como aquela que será a trajectória monetária nos Estados Unidos, continuam a concentrar as atenções dos investidores norte-americanos, isto numa altura em que Wall Street acompanha a queda registada pelas principais praças mundiais, dia em que as bolsas japonesas caíram mais de 5% e em que o índice de referência europeu, Stoxx 600, está em mínimos de Outubro de 2014.

 

Factores que contribuíram para o pior arranque de ano bolsista da história, numa altura em todos os 24 índices bolsistas dos mercados desenvolvidos acompanhados pela Bloomberg acumulam desvalorizações em 2016. O S&P 500, por exemplo, já perdeu 9,3% desde o início do ano.

 

Ainda assim, os analistas consultados pela Bloomberg antecipam que o índice S&P 500 termine o ano de 2016 a registar uma valorização de 17% face ao fecho de sessão da última terça-feira, o que ainda assim representará um ganho de apenas 6,1% no ano em curso.

 

Nesta altura ganha também importância a expectativa dos investidores relativamente ao percurso monetário que será decidido pela Reserva Federal dos Estados Unidos, isto depois de em Dezembro a autoridade monetária ter elevado os juros pela primeira vez desde 2006.

 

Janet Yellen, líder da instituição, falará perante o Congresso sobre política monetária na próxima quarta e quinta-feira. A Fed tinha pensado fazer quatro aumentos graduais dos juros em 2016, intenção que poderá ser revista devido às alterações no quadro macroeconómico mundial. 

Uma vez mais a banca norte-americana e o sector tecnológico estão a penalizar Wall Sreet. Depois de terem caído mais de 5% na sessão de ontem, o Citigroup segue agora a ceder 2,25% para 36,96 dólares, o Bank of America a cair 2,53% para 11,96 euros, e o Morgan Stanley a recuar 3,18% para 21,95 dólares. Já o Goldman Sachs está a 2,57% para 145,415 dólares, após ter tocado num mínimo de 2013.

 

No sector tecnológico, cotadas que ontem pressionaram o Nasdaq Composite como o Facebook e o Twitter seguem hoje a registar sentimentos opostos. Enquanto o Facebook está a somar 0,87% para 100,62 dólares, interrompendo um ciclo de cinco sessões seguidas no vermelho, o Twitter cede 2,35% para 14,55 dólares, depois de ontem ter transaccionado pela primeira vez abaixo dos 15 dólares por acção.

 

Por fim, a Walt Disney desvaloriza 2,66% para 89,67 dólares no dia em que a cotada irá apresentar resultados. 


(Notícia actualizada às 14:53)

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