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BPI no vermelho após levantamento da suspensão

Após a suspensão de ontem, as acções do BPI regressaram esta quarta-feira à negociação. A sessão foi negativa para os títulos do banco liderado por Fernando Ulrich.

Miguel Baltazar/Negócios
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As acções do BPI regressaram esta quarta-feira, 23 de Março, à negociação. Uma sessão que ficou marcada pelas quedas. As acções encerraram a cair 1,89% para 1,30 euros. Porém, durante o dia chegaram a perder 2,94% para 1,286 euros. O volume de acções que trocaram de mãos foi superior à média diária dos últimos seis meses. Esta quarta-feira, o volume de acções transaccionadas superou os 5,5 milhões de títulos quando a média diária dos últimos seis meses é pouco superior a 3,5 milhões.

As acções do banco liderado por Fernando Ulrich (na foto) estiveram suspensas durante toda a sessão de terça-feira, para que o mercado pudesse ser esclarecido sobre o ponto de situação das negociações com o CaixaBank. No final do dia de ontem, a Santoro emitiu um comunicado onde actualiza o desenrolar das negociações com os espanhóis do CaixaBank sobre o impasse no BPI.


A "holding" da empresária angolana salientou que há "negociações com o CaixaBank, mas não existe qualquer acordo" com o maior accionista do BPI. Um comunicado em linha com o que tinha afirmado o CaixaBank na semana passada.


Acordo preso por detalhes

Apesar de ainda não haver um acordo final entre os dois maiores accionistas do BPI, Isabel dos Santos e o CaixaBank já definiram o modelo que vai permitir separar os seus interesses. O grupo catalão vai adquirir a posição da empresária no BPI, enquanto esta instituição venderá o controlo do Banco de Fomento Angola (BFA) a Isabel dos Santos. Em paralelo, o CaixaBank vai lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) ao BPI.


Esta última transacção permitirá à instituição liderada por Fernando Ulrich responder à exigência do Banco Central Europeu para que reduza a sua exposição a Angola, onde, segundo o supervisor europeu, tem um excesso de concentração de riscos.

Faltam 18 dias para o fim do prazo definido pelo Banco Central Europeu para o BPI resolver o problema do excesso de exposição a Angola. A Reuters noticiou ontem que os contornos essenciais do negócio estão definidos.


Antes de anunciarem o acordo final, os dois maiores accionistas do BPI têm ainda de assegurar que o Banco Nacional de Angola não levantará problemas à venda do controlo do BFA. Esta garantia será imprescindível para que o BCE aceite o acordo entre Isabel dos Santos e o CaixaBank como válido.

Moody's coloca "rating" do BPI em avaliação negativa
A Moody’s colocou esta terça-feira, 22 de Março, o "rating" do BPI em avaliação, tendo em vista uma descida da notação do banco liderado por Fernando Ulrich. Maria Jose Mori e Carola Schuler, analistas da agência justificaram a decisão de colocar a notação sob revisão devido à falta de soluções para o banco resolver o problema regulatório da exposição a Angola. A classificação actual do BPI é de Ba3, três níveis abaixo de grau de investimento.

"A revisão para descida foi provocada pelo aumento dos riscos para o perfil de crédito do BPI", refere a agência, que sublinha "a falta de visibilidade nos avanços para resolver a ultrapassagem dos limites de exposição aos grandes riscos, em relação à sua exposição em Angola antes do prazo imposto pelo BCE", que pediu uma solução até 10 de Abril. 

A Moody’s salienta que a exposição a Angola acarreta ainda mais riscos, "como ficou reflectido na decisão da Moody’s em colocar em revisão para descida o 'rating' soberano de Angola".

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