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Cofina e Impresa tocam em máximos de 2016

A Cofina, dona do Correio da Manhã e do Negócios, superou os 40 cêntimos, experimentando uma cotação inédita desde Março do ano passado. A Impresa, da SIC e Expresso, ganhou pelo sétimo dia para um máximo de Setembro.

Paulo Fernandes Francisco Balsemão
Bruno Colaço/Correio da Manhã
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O sector de media continua em alta na bolsa portuguesa. A Cofina tocou na cotação mais elevada desde Março de 2016, enquanto a Impresa experimentou um valor inédito desde Setembro desse ano.

 

A Cofina, que detém o Correio da Manhã e é também a dona do Negócios, fechou hoje a subir 2,56% para valer 0,40 euros, tendo alcançado, durante a sessão, os 0,405 euros, o que não acontecia há 14 meses. Foram trocadas 361 mil acções da companhia, mais do dobro da média diária de 115 mil títulos.

 

Nas últimas três sessões de avanços, a valorização acumulada pela empresa presidida por Paulo Fernandes (na foto) foi de 12,5%. Só no mês de Maio, a Cofina somou mais de 10 cêntimos à cotação.

 

A Impresa também tem estado em alta. Foram sete sessões consecutivas a ganhar, com a acção a somar 1,17% esta terça-feira, fixando a cotação nos 0,26 euros. Neste período de sete dias, a subida acumulada da companhia sob o comando de Francisco Pedro Balsemão é de 11,1%.

 

O volume desta terça-feira foi de 337 mil títulos transaccionados, abaixo da média de 447 mil acções a trocarem de mãos. Ainda assim, no último mês, houve seis sessões com mais de 1 milhão de acções negociadas.

 

O índice da bolsa português, o PSI-20, do qual as duas empresas não fazem parte, subiu hoje 0,70%, com Novabase, Semapa e REN em máximos superiores a três anos. Já o índice europeu que junta empresas do sector de media cedeu 0,18%, não estando em cotações inéditas. 

Empresas em redução de custos

 

Não tem havido notícias em torno das duas empresas nos últimos dias, pelo que também têm sido reduzidas as notas de casas de investimento a comentar as duas empresas.

O último facto relevante relacionado com a Cofina, dona do Correio da Manhã e do Negócios, foi o rearranjo accionista de Paulo Fernandes. O presidente da empresa adquiriu, a título pessoal, 2,92% do capital da Cofina que comprou à Actium Capital, cujo administrador único é o próprio Paulo Fernandes. Ao todo, é imputada ao empresário uma participação de 13,05% na Cofina: os 2,92% a título pessoal, o restante através da Actium Capital.

 

A empresa tem estado num processo de redimensionamento, com o despedimento colectivo de 65 profissionais, como medida de corte de custos. Além do fecho da edição em papel da Flash, a Cofina vai deixar de publicar a Vogue. No primeiro trimestre, a companhia obteve um lucro de 648 mil euros, uma quebra de 35% em relação ao mesmo período de 2016. Para o segundo trimestre está prevista a implementação de uma "plataforma de jogo online".

 

Já a Impresa, que tem na SIC o principal activo, passou igualmente por uma política de corte de custos, apresentando prejuízos de 2,8 milhões de euros nos primeiros três meses do ano. Também este ano foi já anunciado que a gestora de fundos de investimento americana Invesco reduziu a sua posição na Impresa, descendo abaixo dos 4,5%

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