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CTT com maior queda dos últimos três meses após anúncio de prejuízos

A empresa liderada por João Bento desvalorizou mais de 5% na abertura da sessão de hoje, depois de ter anunciado um prejuízo de 2 milhões de euros nos primeiros seis meses deste ano.

CTT
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 06 de Agosto de 2020 às 09:31
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As ações dos CTT - Correios de Portugal desvalorizaram 5,06% para os 2,44 euros na abertura de sessão desta quinta-feira, como reação aos resultados anunciados ontem. Esta é a maior queda intradiária desde o passado dia 24 de abril.

Apesar da queda robusta logo na abertura da bolsa de Lisboa, as ações da empresa recuperaram e seguem agora a perder apenas 0,2% para os 2,505 euros cada. Neste ano, os CTT acumulam uma desvalorização em torno dos 23%.

Num dia com maior liquidez do que é habitual, com cerca de 200 mil ações transacionadas - em comparação com a média diária dos últimos seis meses de 800 mil ações -, a cotada portuguesa interrompe assim um ciclo de quatro sessões consecutivas a ganhar em bolsa, num período que lhe valeu uma valorização de quase 14% e uma ida a máximos de fevereiro deste ano.


Mas depois de ter reportado um prejuízo de 2 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, já depois do fecho de sessão, as ações não resistiram. Este novo resultado líquido compara com os 9 milhões de lucro registados nos primeiros seis meses do ano anterior.

Nem mesmo a subida de encomendas para níveis recorde, conseguiu travar os maus resultados dos CTT. A transportadora registou, de abril a junho deste ano, o melhor trimestre de sempre na área de encomendas. No entanto, a queda do negócio do correio e as imparidades de 5,8 milhões de euros do Banco CTT atiraram a empresa para prejuízos.

Hoje, o Barclays e o JB Capital Markets já se pronunciaram sobre a sua cobertura à companhia de João Bento, mas sem alterações nem no preço-alvo, nem na recomendação. Por esta altura, existem duas casas de investimento a aconselhar "comprar" ações da empresa e quatro a recomendar "manter". O preço-alvo médio está nos 2,88 euros, o que representa um retorno potencial de 12,9% face à cotação de ontem, de acordo com a Bloomberg.
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