Bolsa Jerónimo Martins ajuda PSI-20 a terminar sequência de quedas

Jerónimo Martins ajuda PSI-20 a terminar sequência de quedas

A bolsa portuguesa interrompe quatro sessões consecutivas de descidas. As acções europeias também dão sinais de recuperação após terem sido revelados dados positivos sobre a economia chinesa.
Jerónimo Martins ajuda PSI-20 a terminar sequência de quedas
Miguel Baltazar/Negócios
Rui Barroso 06 de abril de 2016 às 11:12

Os ganhos das acções da Jerónimo Martins esta quarta-feira ajudam o PSI-20 a terminar com uma sequência negativa de quatro sessões de perdas. Os títulos da retalhista valorizam 3,25% para 14,94 euros. No resto da Europa, o dia também está a ser de ganhos, com a maior parte dos sectores do Stoxx 600 a negociar em terreno positivo, com destaque positivo para as acções da banca, das farmacêuticas e das petrolíferas.

Em Lisboa, além dos ganhos da dona do Pingo Doce, também as acções do sector da pasta e papel registam um comportamento positivo. A Semapa e a Portucel ganham 1,58% e 1,21%, respectivamente e a Altri sobe 0,30%. Também a REN consegue avançar mais de 1%, enquanto a Galp e a EDP ganham 0,30% e 0,07%.

Contrariamente à Europa, em que as acções dos bancos conseguem recuperar, no PSI-20 o sector financeiro é o que mais penaliza. Tanto o BCP como o BPI cedem mais de 2%. "A negociação continua a ser marcada pelas notícias (ou falta delas), a respeito do negócio entre os espanhóis do CaixaBank e a angolana Isabel dos Santos. Apesar da aproximação da data limite e do esforço do primeiro-ministro português, não existem para já novidades sobre as negociações. Assim, o sector bancário nacional segue a negociar em terreno negativo", diz Pedro Ricardo Santos, gestor da XTB Portugal, numa nota.

Acções europeias saem de mínimos

A recuperação dos preços do petróleo esta quarta-feira permite uma valorização das acções das cotadas do sector, o que ajudou o Stoxx Europe 600 a apreciar 0,44%, saindo do valor mais baixo das últimas seis semanas. Isto depois das fortes quedas da sessão de terça-feira, em que o índice cedeu 1,90%.

Apesar da subida, os sinais dados pelos investidores continuam a ser de cautela. "O lado positivo é que os preços das matérias-primas começaram a recuperar, mas são necessários mais factores para além deste para alterar realmente o sentimento dos investidores. Ainda não há muita disposição para tomar riscos maiores porque os investidores precisam de ver mais provas de crescimento económico", comentou Urquhart Stewart, co-fundador da Seven Investment Management, citado pela Bloomberg.

Em relação aos dados económicos, desta vez a China deu alguns sinais positivos, com o índice de gestores de compras a subir em Março em relação ao mês anterior, apesar de estar num valor mais baixo do que o registado no mesmo período de 2015. Pedro Ricardo Santos observa que "os bons dados relativos ao PMI da economia chinesa no mês de Março e a consequente subida do preço do petróleo são para já os principais 'drivers'" da sessão.

Os preços do petróleo avançam mais de 2%, o que permite um ganho de 1,06% ao índice europeu que agrupa as acções das maiores petrolíferas. O sector da banca também avança mais de 1%, recuperando das fortes quedas da sessão anterior. 




pub

Marketing Automation certified by E-GOI