Lisboa fecha acima da fasquia dos 9.000 pontos com impulso das energéticas
O índice de referência nacional terminou a sessão em máximos de 2008, ano da crise financeira, impulsionado pelos pesos pesados da energia, num dia misto para as praças europeias.
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A bolsa de Lisboa fechou esta quarta-feira com ganhos robustos, num dia misto para as principais praças europeias, terminando a sessão acima da fasquia dos 9.000 pontos, algo que já não acontecia desde 2008, ano em que ocorreu o auge da crise financeira global.
O índice de referência nacional, o PSI, acelerou 1,31% para 9.070,52 pontos, com 14 dos seus 16 títulos no verde, registando o melhor desempenho a nível europeu.
Entre os pesos pesados, foi a Galp que mais impulsionou o índice, ao somar 2,42% para 17,99 euros. Esta quarta-feira, a TotalEnergies anunciou que prevê tomar a decisão final de investimento do projeto petrolífero Mopane, na Namíbia, em 2028, segundo o calendário apresentado esta quarta-feira aos investidores. O projeto está a ser desenvolvido em parceria com a petrolífera nacional.
A Galp foi acompanhada pelas cotadas do grupo EDP: a casa-mãe somou 1,79% para 4,432 euros, enquanto a subsidiária EDPR somou 1,13% para 13,45 euros.
Contudo, foram as cotadas REN e Navigator a liderar os ganhos. A produtora de pasta de papel somou 2,51% para 3,426 euros, enquanto a empresas de redes elétricas somou 2,68% para 3,645 euros, depois de ter concluído uma emissão de 300 milhões de dívida verde com uma taxa de juro de 3,473%.
O retalho também contribuiu para os ganhos do dia, com a Jerónimo Martins a somar 1,85% para 20,94 pontos e a Sonae a ganhar 0,64% para 1,88 euros.
Já os CTT somaram 0,55% para 7,32 euros, depois de terem iniciado esta quarta-feira um programa de recompra de ações no valor de 30 milhões de euros.
No vermelho, destaque para o BCP. O único banco cotado na bolsa portuguesa foi o único titulo a fechar no vermelho, com uma desvalorização de 0,55% para 0,900 euros.
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