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Líbia faz primeiro leilão de exploração de petróleo desde 2008. Repsol ganha dois blocos

É a primeira vez em quase 20 anos que Tripoli procura reativar o apetite de investimento direto estrangeiro e tecnologia, com o objetivo de recuperar o setor, após anos de instabilidade no país.

Leilão dos blocos de exploração de petróleo.
Leilão dos blocos de exploração de petróleo. AP / Lebanese Government Press Office
19:19

Foi um momento que irá ficar marcado na história da Líbia. Pela primeira vez em 18 anos, o Governo, através da petrolífera estatal National Oil Corporation (NOC), realizou um leilão para a exploração de blocos de petróleo no país.

Depois do acordo de cessar-fogo de outubro de 2020, que se seguiu a anos de instabilidade e guerra, o país tem tentado atrair novamente o interesse de capital estrangeiro, sobretudo neste "poço de ouro", que sofreu com uma redução da atividade de exploração nessa época. 

Para recuperar a vitalidade do setor, em 2025, a NOC anunciou os leilões de forma a reabrir a atividade a operadores internacionais. Estavam 22 blocos inicialmente previstos e uma estrutura contratual elaborada para atrair a atenção e apetite de possíveis investidores. No entanto, foram apenas 20 blocos a leilão esta segunda-feira e apenas cinco receberam propostas válidas. 

A Repsol foi uma das grandes contempladas, ao vencer, em consórcio com a Turkish Petroleum e a húngara MOL, o bloco offshore Área 07, localizado no Golfo de Sirte. Ganhou ainda a exploração do bloco onshore C3, também na Cirenaica e sob a área do Golfo de Sirte. Após o anúncio da adjudicação, a petrolífera espanhola considerou-a uma alavanca para dar início a "uma nova fase de crescimento" e fortalecer a sua presença a longo prazo na Líbia, onde já opera através Akakus Oil Operations.

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